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Opinião

Cadu tenta trazer tarifaço para a disputa no Estado

Confira a coluna de opinião deste sábado 18
Redação
18/07/2026 | 05:45

Cadu Xavier tenta puxar para a campanha eleitoral do Rio Grande do Norte a crise provocada pelo novo tarifaço do governo Donald Trump. Em vídeo publicado nesta sexta-feira, o pré-candidato do PT ao Governo do Estado responsabilizou o bolsonarismo pela medida e cobrou posicionamento de senadores e pré-candidatos potiguares alinhados à direita. A investida busca implicar aliados locais de Flávio Bolsonaro nos efeitos econômicos da decisão americana, especialmente sobre a cadeia salineira do RN.

Gravado durante uma viagem ao Oeste, o vídeo associa a disputa nacional a uma atividade importante para a economia potiguar. Cadu lembrou que o Rio Grande do Norte é o maior produtor de sal do Brasil e afirmou que mais de 70 mil empregos estariam ameaçados. “Mais um tarifaço do governo americano patrocinado pelo bolsonarismo, que impacta diretamente a economia do nosso estado”, declarou. Ao cobrar uma reação pública dos bolsonaristas do RN, o petista procura levar os adversários a escolher entre criticar Trump, idolatrado por Flávio, ou assumir o desgaste de defender a medida.

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Cadu tenta trazer tarifaço para a disputa no Estado - Foto: José Aldenir

A movimentação segue a estratégia nacional do PT de atribuir à família Bolsonaro responsabilidade política pelas tarifas impostas pelos Estados Unidos. Desde junho, dirigentes e parlamentares petistas tentam popularizar o apelido “Tariflávio”, usado para vincular Flávio Bolsonaro ao aumento das taxas. O discurso sustenta que o senador teria atuado nos Estados Unidos contra os interesses brasileiros para enfraquecer Lula.

A narrativa petista encontrou respaldo majoritário na pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta semana. Segundo o levantamento, 51% dos entrevistados concordam mais com a versão de Lula de que Flávio apoiou o tarifaço para prejudicar o governo brasileiro. Outros 30% acreditam na explicação do senador de que tentou convencer Trump a não impor as tarifas.

Cadu percebeu a oportunidade de adaptar essa estratégia à realidade potiguar. Ao substituir o debate abstrato sobre comércio exterior pela ameaça a empregos na indústria do sal, ele procura atribuir aos adversários locais uma parcela do custo político da decisão americana.

RESPONSABILIDADE COMPARTILHADA

Pré-candidato a deputado estadual pelo MDB, o ex-prefeito de Assú Ivan Júnior afirmou que a Assembleia Legislativa precisa assumir parte da responsabilidade pelas dificuldades enfrentadas pelo Rio Grande do Norte. “Temos falhas gigantescas à frente da gestão, mas eu acho que a Assembleia precisa, realmente, compartilhar um pouco dessa responsabilidade. Porque muito do que foi apresentado foi aprovado sem a discussão necessária”, declarou.

SUPLÊNCIA RESOLVIDA

A presidente do PDT, Márcia Maia, confirmou que o ex-senador Jean Paul Prates será mesmo o primeiro suplente do ex-deputado Rafael Motta na corrida ao Senado. Esse arranjo já tinha sido divulgado no fim de abril, mas, nas últimas semanas, partidos aliados queriam trocar Jean por outro nome. Prevaleceu a escolha do PDT, que também anunciou ontem que terá chapa para deputado federal.

CLUBE DO BOLINHA

Confirmada candidata a vice-governadora na chapa de Cadu Xavier (PT), a ex-deputada Larissa Rosado (PSB) será a única mulher na disputa para o governo entre as principais chapas no RN. Os adversários Allyson Bezerra (União) e Álvaro Dias (PL) têm homens como candidatos a vice — respectivamente, o deputado estadual Hermano Morais (MDB) e o ex-presidente da Femurn Babá Pereira (PL).

DEU O ÓBVIO

A escolha de Larissa para vice de Cadu era a opção mais óbvia para o PT depois que o PSDB bateu o martelo e decidiu ir para o palanque de Álvaro Dias. Larissa vai ajudar Cadu a entrar em Mossoró, terra onde o adversário Allyson Bezerra ostenta índices estratosféricos de aprovação. Além do mais, é uma forma de prestigiar e segurar o PSB, um dos poucos aliados que não pulou do barco nessa reta final do governo Fátima.

HERMANO

Jair Bolsonaro pediu autorização para receber Javier Milei e uma delegação do governo argentino no próximo sábado 25 em sua casa, onde cumpre prisão domiciliar. No Brasil, além de visitar o ex-presidente, o presidente argentino deverá participar da convenção do PL que vai homologar a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência.