A pesquisa Exatus, realizada para o Grupo Agora RN, ficou entre os levantamentos que mais se aproximaram do resultado presidencial no Rio Grande do Norte no primeiro turno. O instituto apresentou diferenças inferiores a um ponto percentual para Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), considerando a conversão das intenções de voto para votos válidos. Além da Exatus, a Item também está entre os institutos com as menores distâncias.
Divulgada no sábado 3, véspera da eleição, a Exatus (RN- 08811/2026 e BR-00242/2026) apontava Lula com 57,7% das intenções de voto e Flávio com 34% no Estado. Esses percentuais incluíam as respostas de eleitores que não indicaram um candidato, diferentemente da apuração dos votos válidos.

Nas urnas, Lula recebeu 1.237.963 votos no RN, equivalentes a 59,75% dos válidos, enquanto Flávio obteve 720.493 votos, ou 34,77%. Na conversão, a Exatus registrava 60,3% para o petista e 35,5% para o candidato do PL. As diferenças ficaram em aproximadamente 0,55 ponto percentual para Lula e 0,73 ponto para Flávio, mostrando proximidade tanto na liderança quanto na dimensão do apoio aos dois candidatos.
O critério utilizado é a média das diferenças absolutas entre os percentuais de cada um dos dois candidatos na pesquisa e nas urnas. A Exatus alcançou 0,64 ponto percentual, atrás apenas do Item, com 0,56 ponto. Para colocar os levantamentos na mesma base, foram excluídos brancos, nulos, indecisos e não respostas.
NEUTRO
Allyson Bezerra (União) reafirmou ontem, durante uma caminhada no Igapó, que permanecerá neutro na disputa presidencial. “Por coerência, eu permaneço com a mesma posição”, declarou, ao lembrar a postura adotada no primeiro turno e nas duas eleições que disputou para prefeito. Allyson afirmou que pretende concentrar o debate nos problemas do Estado e trabalhar em conjunto com quem vencer a eleição presidencial. “Aqui, a gente não coloca interesse pessoal, interesse partidário ou interesse ideológico acima do povo. Não, é o povo que está acima”, disse.
APROXIMAÇÃO
O candidato a vice-governador na chapa de Allyson, Hermano Morais (MDB), confirmou que já ocorreram conversas preliminares com lideranças do PL para buscar apoio no segundo turno. Ele afirmou que o diálogo continuará, apesar dos embates entre Allyson e Álvaro Dias no primeiro turno. “Diferenças políticas, ideológicas, até de uma disputa acirrada, isso pode ser superado”, declarou.
BAGUNÇA
Lula criticou nesta quarta-feira 7 a organização de sua campanha no primeiro turno, durante encontro com aliados ao lado do coordenador Edinho Silva. “Acho que a gente poderia ter feito mais”, afirmou, classificando a campanha como a menos organizada de suas disputas presidenciais desde 1989. “E normalmente a gente colhe aquilo que a gente planta”, acrescentou.
EXPERIMENTANDO
O presidente Lula passou a adotar um formato mais espontâneo nas redes sociais ontem, ao publicar vídeos gravados em selfie. Um deles convocava apoiadores. “Bora, gente, pra rua”, disse, segurando o celular e pedindo que a militância converse com a população. A iniciativa ocorre em meio a cobranças de aliados por maior presença digital. Entre os defensores da mudança está André Janones (Rede-MG), que propõe gravações simples, feitas com celular, para mostrar o cotidiano do presidente e aproximá-lo dos eleitores.
RAMPA
O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) afirmou que, se eleito, receberá a faixa presidencial das mãos do pai, Jair Bolsonaro. “Ele vai subir aquela rampa junto com a gente e vai colocar a faixa no filho dele”, declarou, ao lado de Michelle Bolsonaro, durante reunião com parlamentares e governadores eleitos pelo PL. O ex-presidente cumpre prisão domiciliar após condenação a 27 anos e três meses por tentativa de golpe de Estado.