Este ano será marcado pela eleição de prefeitos e vereadores em 5.568 municípios brasileiros. O primeiro turno será no dia 6 de outubro. Somente na capital potiguar, que tem quase 600 mil eleitores aptos a votar, haverá segundo turno. Nesse caso, os eleitores voltam às urnas em 27 de outubro, se necessário. A partir de 16 de agosto, a propaganda eleitoral estará liberada. O horário eleitoral gratuito, bem como demais propagandas na TV, rádio e redes sociais, acontece de 30 de agosto a 3 de outubro.
Cientistas já haviam previsto as enchentes no Rio Grande do Sul, mas não foi feito o que teria sido necessário para prevenir os impactos mais graves. A conclusão evidente é que a política deve escutar mais a ciência. Isso é fato, porém cabe ressaltar que a emergência climática traz desafios inéditos para a relação entre ciência e política. O Brasil acabou de viver uma tragédia por causa do clima, no Sul, e a Amazônia sofreu uma seca devastadora em 2023. Há outros impactos no país. Nenhum candidato pode ficar sem ser indagado sobre suas propostas para lidar com as mudanças climáticas em um nível local.
Para diminuir o aquecimento global, que causa todos os danos climáticos, depende da redução da emissão de gases de efeito estufa. É necessário uma sensibilidade política e visão de futuro. Para que medidas concretas sejam praticadas, é preciso reformar as instituições globais e as conferências do clima. O Brasil sediará a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas de 2025 (COP30), entre os dias 10 e 21 de novembro de 2025. A cidade escolhida foi Belém, a capital do Pará, no coração da Amazônia.

O tema das mudanças climáticas deve ser abordado por pré-candidatos a prefeito, principalmente os que integram a região Metropolitana de Natal, onde há sérios riscos de desabamentos e áreas que precisam de atenção. As consequências do que está acontecendo com o planeta afetam as pessoas em áreas como moradia, economia, e outras… Como as mudanças climáticas são um assunto urgente, deve ser tratado com a mesma atenção que temas tradicionais como saúde, educação e segurança.
Hoje, as consequências das mudanças climáticas são uma realidade no só em outros países, como também no Brasil. Precisamos ficar atentos às histórias humanas de quem passou recentemente a crise climática, no Rio Grande do Sul. Nenhum candidato pode ficar sem ouvir perguntas sobre o que ele fará para lidar com as mudanças climáticas em sua cidade. Um alerta diz respeito à adaptação de nossas cidades para secas e enchentes mais frequentes e mais intensas. Eleger prefeitos comprometidos com a causa ambiental é decisivo, mas precisamos de estruturas decisórias que tenham a perenidade necessária para implementar os projetos de adaptação recomendados pela ciência.