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Artigo

Calor extremo pode aumentar riscos de AVC e cidades potiguares marcaram picos de 34 graus

Confira o artigo de Rodrigo Rafael neste sábado 22
Rodrigo Rafael
22/03/2025 | 06:00

As altas temperaturas que vêm sendo registradas no Brasil e no Rio Grande do Norte alertaram para um problema: a possibilidade de casos de acidente vascular cerebral (AVC) devido ao calor. Temos dias com menos nuvens, incidência da radiação solar mais direta e maiores picos de temperatura. No interior do RN, tem sido registradas temperaturas de até 34 graus, segundo o Clima Tempo. Isso aconteceu nesta sexta-feira 21 em Caicó, Ouro Branco, Jardim do Seridó, Angicos e Assú. Em Mossoró, o pico foi de 33 graus, mesma temperatura de Parelhas.

De acordo com especialistas, com a intensificação das mudanças climáticas e a maior ocorrência de temperaturas extremas, a tendência é que haja aumento de riscos de AVC. Daí a necessidade de maiores cuidados. Nas últimas horas, outros municípios com altas temperaturas foram Severiano Melo e Felipe Guerra, no Oeste, com máxima de 33º. Já na Região Metropolitana de Natal, Ceará-Mirim teve 32º e céu predominantemente ensolarado. Até Nova Cruz, capital do Agreste, marcava 32º entre 12h e 13h de ontem. Cidades serranas como Martins e Portalegre (Alto Oeste), que são mais frias em relação às outras, tiveram máxima de 32º nesta sexta-feira 21. Já Serra de São Bento (Agreste) marcou 31º entre 12h e 14h.

calor Temperatura 33 ° C Natal RN (10)
Calor extremo pode aumentar riscos de AVC. Foto: José Aldenir/Agora RN

É importante ressaltar que, além da temperatura, outras combinações podem elevar o risco de AVC, como colesterol elevado, consumo de álcool, hipertensão, obesidade, sedentarismo e tabagismo. A exposição ao calor provoca uma dilatação dos vasos sanguíneos, o que favorece para baixar a pressão sanguínea, provocando assim um mal-estar. A desidratação também pode aumentar a viscosidade do sangue e os níveis de colesterol, o que por sua vez aumentam a probabilidade de trombose microvascular e do AVC, em especial nos hipertensos e diabéticos.

Com exposição a altas temperaturas, os idosos são as principais vítimas. Com o ser humano exposto a altas temperaturas, o corpo busca se adaptar como um mecanismo de defesa. A vasodilatação e a transpiração são alguns exemplos. Nesse caso, a frequência cardíaca eleva para compensar a vasodilatação e isso condiciona um maior esforço cardíaco. Porém, este mecanismo torna-se menos eficiente com o avançar da idade, segundo especialistas.

Nestes dias quentes, temperaturas estão chegando aos 34 graus, tanto em cidades litorâneas do Rio Grande do Norte como em regiões tradicionalmente quentes que são Oeste e Seridó, podem favorecer a vasodilatação no corpo, processo em que ocorre uma dilatação nos vasos sanguíneos, provocando mudanças da pressão sanguínea pelo corpo. Trabalhos científicos têm demostrado que temperaturas elevadas podem aumentar o risco de morte precoce por doenças cardiovasculares – especialmente nas pessoas com mais de 50 anos de idade.

A orientação nestes dias quentes é manter-se sempre hidratado, evitar a exposição direta ao sol e fazer refeições leves, que exigem menos esforço do organismo durante a digestão.