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Rodrigo Rafael

Avança a retirada de rodolitos e outros calcários encontrados na areia de Ponta Negra

Confira o artigo de Rodrigo Rafael deste sábado 3
Rodrigo Rafael
03/05/2025 | 08:43

Desde o fim do ano passado, banhistas e turistas reclamavam de “pedrinhas” encontradas na areia da Praia de Ponta Negra, após a conclusão da obra de engorda. A própria Prefeitura do Natal chegou a reconhecer que rodolitos e outros materiais calcários, encontrados na areia usada no aterramento da praia, causavam risco de ferimentos a banhistas e trabalhadores. Esse argumento consta em um documento para justificar a contratação de uma empresa que atua na limpeza da praia desde fevereiro.

A Prefeitura do Natal fez um balanço esta semana, quando terminou o mês de abril. A operação de limpeza na Praia de Ponta Negra alcançou uma marca expressiva: 966 mil m² de faixa de areia foram percorridos só nos dois primeiros meses de atuação das equipes responsáveis pela remoção dos rodolitos da engorda da orla. Cerca de 281 m³ de rodolitos foram retirados, o equivalente a 27 caçambas de cinco metros cúbicos. Esses fragmentos naturais, quando acumulados em excesso, podem dificultar o trânsito de banhistas e a experiência de lazer na praia. A ação também contempla a retirada de outros resíduos, como cacos de vidro, tampas de garrafa, plásticos e canudos.

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Rodolitos na praia de Ponta Negra - Foto: Reprodução

A tecnologia utilizada na operação permite a retirada de uma lâmina de 10 a 20 centímetros de areia, que passa por uma esteira de triagem. A areia limpa é devolvida ao solo, enquanto os resíduos sólidos seguem para o transbordo da Urbana e, depois, para o aterro sanitário, garantindo a destinação ambientalmente correta dos materiais. Sob responsabilidade da empresa MB Construções e Serviços Ltda., vencedora da licitação, o serviço é acompanhado de perto pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo (Semurb) e pela Urbana, que fiscalizam a execução conforme os protocolos ambientais vigentes.

O serviço de limpeza na engorda de Ponta Negra está previsto para ser realizado durante oito meses, o que representa um total de R$ 536 mil ao final dos trabalhos, de forma a conservar a área limpa e livre dos rodolitos surgidos após a engorda. Os cerca de 4,6 quilômetros de aterro hidráulico da praia passam pela limpeza, que é realizada todos os dias, das 18h às 5h. Além disso, após o horário de operação da máquina, garis estarão na praia para realizar mais uma etapa de limpeza manual.

Para quem não sabe, os rodolitos são fragmentos esbranquiçados formados por algas marinhas calcárias, que habitam o fundo do oceano, desempenhando importante papel ecológico como habitat para diversas espécies e na formação de sedimentos marinhos. Apesar de sua aparência, os rodolitos não são organismos vivos, mas restos de algas que, ao perderem vitalidade, tornam-se rígidos e brancos devido à precipitação de carbonato de cálcio.