O Sistema FIERN esteve presente e, com o Seridó, celebramos, no último dia 18 de julho, a inauguração da nova unidade fabril da Cia. do Boné, em São José do Seridó-RN. A solenidade, que contou com a presença de colaboradores da empresa, representantes de instituições públicas e privadas, familiares dos sócios, não foi apenas a entrega de uma estrutura física, mas o coroamento de uma trajetória empresarial de 30 anos liderada pelo casal de empreendedores Jaedson Dantas e Verônica Sueide.
A bonelaria é, hoje, um dos pilares da identidade produtiva potiguar. No Seridó, essa indústria transcende a manufatura: ela é um motor de inclusão social através do emprego formal. A iniciativa da Cia. do Boné em expandir suas operações é um testemunho da confiança no potencial da região e um estímulo para que novos negócios floresçam em pequenos e médios centros urbanos. Aliás, São José do Seridó, em especial, consolidou-se como um polo de excelência da indústria. No município estão presentes, entre outros segmentos, unidades industrias da bonelaria, confecção de peças do vestuário e laticínios. Um exemplo a ser copiado!

Este crescimento robusto não ocorre de forma isolada. O suporte institucional é apoiado pelo Sistema FIERN, de modo particular pelo Sindicato das Indústrias de Bonés e Chapéus do Estado do Rio Grande do Norte – SINDIBONÉS/RN, presidido por Francisco Sena de Medeiros. Fundado em 28 de outubro de 2011, em Caicó, o sindicato nasceu da necessidade premente de organizar o setor e defender os interesses de um segmento que crescia na Região do Seridó. Desde sua criação, o SINDIBONÉS — sob a liderança de figuras como o próprio Jaedson Dantas que foi seu primeiro presidente — tem sido o elo vital entre os produtores, Sistema FIERN e outras instituições, assegurando presença e voz ativa para a bonelaria potiguar. Agora, com o projeto da meritocracia entre os Sindicatos da FIERN, temos conseguido fortalecer a defesa da indústria de transformação, aliás, uma tendência mundial no contexto da neoindustrialização.
A região do Seridó não é apenas um polo industrial; é um dos pulmões da bonelaria no Brasil. Cidades como Serra Negra do Norte, São José do Seridó e Caicó transformaram o que antes era uma produção artesanal em um ecossistema fabril de alta performance, responsável por abastecer clientes em todos os recantos do nosso País, consolidando o Rio Grande do Norte como um dos maiores produtores de bonés do Brasil. Para tanto, a indústria de bonés é uma das maiores empregadoras da região. Em municípios de pequeno porte, como São José do Seridó por exemplo, a presença de unidades como a da Cia. do Boné garante que a economia circule localmente, oferecendo dignidade e alternativas profissionais que evitam o êxodo para cidades maiores. Por outro lado, ao longo de décadas, o Seridó desenvolveu uma mão de obra significativamente qualificada para as técnicas de corte, bordado e montagem, ou seja, um verdadeiro selo de qualidade que manifesta durabilidade e acabamento superior dos produtos da bonelaria seridoense.
A trajetória da Cia. do Boné, enfim, reflete a essência do empreendedorismo norte-rio-grandense: a capacidade de resistir às adversidades e inovar com coragem. Investir no interior do Rio Grande do Norte é uma grande colaboração do empreendedor e de seus colaboradores para que tenhamos desenvolvimento regional e, consequentemente, um amplo ciclo virtuoso de renda e dignidade. Cada boné que sai das fábricas do Seridó carrega consigo a história de um povo que escolheu o empreendedorismo como ferramenta de transformação social.