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Roberto Serquiz

A indústria na agenda dos presidenciáveis converge pela competitividade

Confira o artigo de Roberto Serquiz deste sábado 27
Roberto Serquiz
27/06/2026 | 05:41

O Brasil atravessa um momento de definições cruciais. Nesta última semana, em Brasília, durante o encontro “A Indústria na Agenda dos Presidenciáveis”, promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), ficou evidente, mais uma vez, a extraordinária força propulsora do nosso país. O grande desafio da nossa geração, contudo, não é apenas reconhecer esse potencial, mas reunir a competência política e econômica necessária para transformar oportunidades em desenvolvimento concreto para a sociedade.

Nessa direção, a CNI apresentou aos pré-candidatos à Presidência o documento “Construindo a Indústria 2050”, uma contribuição estratégica para o debate nacional sobre desenvolvimento e competitividade. O diálogo promovido demonstrou que os muitos desafios enfrentados pela indústria brasileira são amplamente reconhecidos.

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A indústria na agenda dos presidenciáveis converge pela competitividade - Foto: Arquivo/Sedec

Ao afirmar que “não podemos criminalizar o setor produtivo, pois ele sustenta o país”, Romeu Zema destacou a importância de um ambiente favorável ao empreendedorismo, ao investimento e à geração de riqueza.

Na mesma direção, Flávio Bolsonaro ressaltou que o “Custo Brasil é o que nos torna menos competitivos”, chamando atenção para o excesso de burocracia, a complexidade regulatória e as deficiências logísticas que comprometem a produtividade e reduzem nossa capacidade de competir em um mercado cada vez mais globalizado.

Por sua vez, Ronaldo Caiado enfatizou a necessidade de uma “política industrial plurianual em tecnologia e inovação”, reconhecendo que o desenvolvimento sustentável exige planejamento de longo prazo, estabilidade institucional e investimentos permanentes na modernização da base produtiva nacional. Necessário registrar que o Presidente Lula declinou do convite a participar do evento com os industriais.

Embora partam de diferentes visões políticas, as três manifestações mencionadas convergem em um ponto essencial: o Brasil precisa criar condições mais favoráveis para produzir, inovar, investir e competir. Essa convergência é um sinal positivo para a construção de uma agenda nacional de desenvolvimento que ultrapasse os ciclos eleitorais e se consolide como um compromisso de Estado.

A agenda proposta pela CNI está estruturada em três eixos fundamentais: o equilíbrio macroeconômico, baseado em uma política fiscal sólida e em uma gestão eficiente da tríade inflação, câmbio e juros; o desenvolvimento produtivo e a inovação, com foco na modernização da política industrial e comercial brasileira; e o enfrentamento do Custo Brasil, por meio da reforma tributária, da melhoria da infraestrutura logística, da oferta de energia competitiva e da consolidação de um ambiente regulatório que assegure previsibilidade e segurança jurídica.

Essa agenda deve estar na pauta prioritária da discussão do país. Afinal, o futuro não será construído apenas pelo reconhecimento do nosso potencial, mas pela capacidade de criar as condições para que ele se realize. Sem uma indústria forte, não haverá um Brasil forte.