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Eleições

Tereza Cristina recusa convite para ser vice de Flávio Bolsonaro

Senadora do PP informou ao presidente do PL que pretende disputar a presidência do Senado em 2027
Redação
21/07/2026 | 19:11

A senadora Tereza Cristina (PP-MS) recusou o convite para ser candidata a vice-presidente na chapa do senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A informação foi confirmada pelo presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto.

A negativa ocorreu após reunião entre Valdemar e a senadora nesta terça-feira 21. Segundo interlocutores, Tereza Cristina informou que seu projeto político é disputar a presidência do Senado Federal em 2027 e avalia que participar da campanha presidencial inviabilizaria essa candidatura.

Tereza Cristina recusa convite para ser vice de Flávio Bolsonaro - Foto: Geraldo Magela/Agência Senado
Tereza Cristina recusa convite para ser vice de Flávio Bolsonaro - Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

Com a recusa, o PL continua buscando uma candidata a vice entre partidos do Centrão, como União Brasil, Progressistas (PP) e Republicanos.

A convenção que deve confirmar a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência está marcada para o próximo sábado 25, em São Paulo.

Partido continua tentando coligação com federação formada por PP e União ou Republicanos, diz Marinho

Segundo o coordenador da campanha, o senador Rogério Marinho (PL-RN), o partido continuará tentando formar uma coligação até o último momento com a federação formada por PP e União Brasil ou com o Republicanos.

Após a desistência de Tereza Cristina, permanecem cotadas para a vaga de vice, pelo PP, as deputadas federais Simone Marchetto (PP-SP) e Clarissa Tercio (PP-PE).

No Republicanos, o nome defendido por Flávio Bolsonaro é Daniella Marques, ex-presidente da Caixa Econômica Federal no governo Jair Bolsonaro e ex-assessora especial do então ministro da Economia, Paulo Guedes.

Apesar das conversas, PP, União Brasil e Republicanos mantêm, neste momento, uma posição de neutralidade em relação à disputa presidencial, especialmente a federação formada por União Brasil e Progressistas.

Segundo interlocutores, a posição é influenciada por dificuldades para compor palanques estaduais e por divergências políticas. Entre elas está o descontentamento do presidente do PP, senador Ciro Nogueira (PP-PI), que afirma não ter recebido apoio de Flávio Bolsonaro quando foi alvo de uma operação da Polícia Federal relacionada às suas relações com o banqueiro Daniel Vorcaro.

No caso do Republicanos, dirigentes da legenda também apontam dificuldades de composição em estados como Roraima, Sergipe e Mato Grosso, onde o PL resiste em apoiar candidatos do partido considerados competitivos.