A indústria brasileira, e de modo particular a potiguar, acompanha as eleições de 2026 com um interesse que transcende a mera observação política. O que estará em jogo nas urnas não será apenas a escolha de governantes, mas a definição dos rumos do Brasil e do Rio Grande do Norte para os próximos anos.
Por isso, nossa expectativa é que o debate eleitoral seja marcado pela apresentação de propostas, pela discussão de soluções e pelo compromisso com o futuro. O Brasil precisa de uma campanha centrada em ideias, não em adversários. O eleitor tem o direito de conhecer como cada candidato pretende enfrentar os desafios do país, e não apenas assistir à troca de acusações que pouco contribui para a construção de caminhos concretos para a sociedade.
Os números mostram a dimensão dessa responsabilidade. A dívida pública brasileira encerrou 2025 em 78,7% do PIB e alcançou aproximadamente 80% nos primeiros meses de 2026. No Rio Grande do Norte, o déficit previdenciário continua sendo um dos principais fatores de pressão sobre as contas públicas, limitando a capacidade de investimento e comprometendo a sustentabilidade fiscal do Estado. São temas complexos, muitas vezes impopulares, mas que exigem coragem, transparência e compromisso de quem se propõe a governar.
Governar é escolher prioridades. E é justamente sobre essas prioridades que os candidatos precisam se manifestar. Como enfrentar a trajetória crescente da dívida pública brasileira? Como ampliar a capacidade de investimento do Estado em infraestrutura, educação e segurança? Como promover um ambiente mais favorável à produção, ao empreendedorismo e à geração de empregos? Como enfrentar o déficit previdenciário que pressiona as contas públicas? Como recuperar a capacidade de investimento do Estado? Como melhorar nossos indicadores sociais e econômicos? Como garantir segurança jurídica, ampliar a competitividade e atrair novos investimentos?
São perguntas legítimas que precisam ser respondidas por aqueles que desejam conduzir os destinos do país e do nosso Estado. O debate eleitoral deve ser uma oportunidade para que a sociedade conheça essas respostas e possa avaliar, com clareza, a viabilidade e a consistência de cada projeto.
O Sistema FIERN fará a sua parte. Como temos feito historicamente, convidaremos os candidatos ao Governo do Estado para apresentar suas propostas e dialogar com o setor produtivo.
Este é o momento de ouvir menos acusações e mais propostas; menos disputas de narrativa e mais compromisso com resultados. A sociedade potiguar tem o direito de ouvir compromissos concretos para o desenvolvimento econômico, a geração de empregos e o fortalecimento da competitividade do Rio Grande do Norte.