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Coluna de Opinião

Styvenson perde espaço na Mesa Diretora do Senado, e PL não vai indicar Rogério

Leia a coluna de Opinião deste quarta-feira 29
Agora RN
29/01/2025 | 05:34

Nenhum dos três senadores do Rio Grande do Norte vai integrar a futura Mesa Diretora do Senado Federal, no biênio 2025-2027. No próximo sábado, em 1º de fevereiro, os 81 senadores vão escolher a nova composição. O grande favorito para a presidência é Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), responsável por ter colocado, em 2023, o potiguar Styvenson Valetim (Podemos) como 4º secretário. O PL, a segunda maior bancada (14 assentos), deve ficar com a vice-presidência. O senador Eduardo Gomes (TO) é o favorito para a vaga. Em 2023, Rogério Marinho (RN) concorreu à presidência, e o PL acabou sem lugar na Mesa Diretora.

O PT deve eleger Humberto Costa (PE) como 2º vice. Já as 1ª, 2ª e 3ª secretarias devem ser ocupadas por Daniela Ribeiro (PSD-PB), Confúcio Moura (MDB-RO) e Chico Rodrigues (PSB-RR), respectivamente. Ainda há dúvidas sobre quem ficará à frente da 4ª secretaria. A vaga de Styverson deve ser reservada ao PP. Laércio Oliveira (SE) e Dr. Hiran (RR) estão na disputa. Sem nenhum representante na Mesa do Senado, perde o Rio Grande do Norte. Assim, diminui o poder de fogo para angariar recursos extras e emendas Pix.

VOLUME

Senador Styvenson Valetim (Podemos) no Senado / Foto: Agência Senado
Senador Styvenson Valetim (Podemos) no Senado / Foto: Agência Senado

Com espaço na Mesa do Senado, Styvenson conseguiu projetos hospitalares financiados com recursos do Governo Lula. São obras que ultrapassam R$ 250 milhões, como dois hospitais em Mossoró, um que custará R$ 11 milhões e outro na Liga de Combate ao Câncer, com R$ 80 milhões. Em Currais Novos, o hospital já foi entregue e deve funcionar 100% até o próximo mês. O de Macaíba será para diabéticos. E ainda há o compromisso de construir o novo Varela Santiago em Natal, com custo estimado de R$ 30 milhões. Em uma página na internet, o senador diz que destinou mais de R$ 417 milhões em emendas e recursos extras para os municípios.

MESA

Do Rio Grande do Norte, o único que ocupou a presidencia do Senado na história foi Garibaldi Filho (2007-09). Geraldo Melo foi 1º vice-presidente duas vezes (1997-1998) e (1999-2000). Dinarte Mariz (1979-1980) chegou a ser 3º vice-presidente (1979-1980) e 1º secretário quatro vezes: (1964-1965), (1966-1967), (1968-1969) e (1975-1976). Duarte Filho (1971-1972) foi 4º secretário. Já Agenor Maria (1981-1982), Martins Filho (1983-1984) e Lavoisier Maia (1989-1990) foram suplentes da Mesa.

ASPAS

A governadora Fátima Bezerra escolheu uma colunista nacional, Renata Agostini, do jornal O Globo, para conceder uma entrevista e “desabafar” sobre o apoio do Planalto neste Governo Lula 3. “O governo tem que se fazer mais presente exatamente aqui no nordeste. Não só Lula, mas também os ministros. A gente tem que ter muita atenção para os investimentos previstos para corresponder às expectativas da população”, disparou a petista.

RECURSOS

“Eles (direita) têm crescido, têm um fundo partidário bilionário. Tem ainda o fato de que partidos da base do governo se aliam a adversários do PT nos estados. Eles acabam sendo muito beneficiados também com as emendas parlamentares”, disse Fátima, que enfrenta aqui os senadores Rogério Marinho, que trouxe em 2024 só de fundo partidário quase R$ 30 milhões para o PL, e Styvenson Valentim, que distribui recursos de saúde e anda construindo hospitais em algumas regiões do Estado.

2026

“Tenho aqui a missão no Rio Grande do Norte de reunir esse conjunto de partidos para que a gente tenha frente ampla conectada com a frente a nível nacional e não permitir retrocesso”, frisou a governadora, que ainda não definiu se deixa o cargo em abril de 2026 para concorrer ao Senado ou a deputada federal. E sequer tem hoje um candidato a governador, pois sabe-se que Walter Alves (MDB) só topa se for para assumir o Governo.

RN

Quem acompanha a cena potiguar sabe que, em seu segundo mandato, Fátima Bezerra precisa muito do apoio do Governo Lula e da Esplanada dos Ministérios para realizar obras de infraestrutura, como o recapeamento asfáltico de RNs no interior, estruturar os hospitais regionais e ainda ter poder de fogo em convênios com os municípios. Hoje, o campeão de liberação de recursos no Estado é o senador Styvenson Valentim (Podemos), adversário ferrenho de Fátima, que vem sendo beneficiado por articulações do Centrão e que tem, até a próxima semana, um cargo na Mesa do Senado.

FUSÃO

Deu no Estadão que a discussão sobre o futuro do PSDB tem sido marcada por uma queda de braço entre duas lideranças históricas do partido: o deputado federal Aécio Neves (MG) e o presidente nacional da sigla, Marconi Perillo (GO). Aécio defende a reaproximação com o MDB, enquanto Perillo aposta na fusão com o PSD. Aécio cogita disputar o governo de Minas Gerais ou tentar retornar ao Senado. Em qualquer das opções, teria mais facilidade no MDB do que no PSD.