BOLSONARO I
Recomeça terça próxima, o julgamento no TSE que envolve o ex-presidente Bolsonaro, que pode leva-lo à inelegibilidade. A acusação alega a reunião com embaixadores e temas abordados em relação as urnas eletrônicas. Posteriormente ao início da ação, o TSE acolhe pedido da acusação para juntar provas “posteriores” a reunião dos embaixadores, relativas a insurreição de 8 de janeiro em Brasília e minuta (apócrifa) de um decreto de golpe no país.

BOLSONARO II
A defesa do ex-presidente afirmou que a reunião com os embaixadores se tratou de um “diálogo institucional”, para o qual o TSE foi convidado. Destaca que o fato não guarda relação com atos posteriores, como os ataques terroristas do dia 8 de janeiro de 2023, bem como a inclusão da chamada “minuta golpista” encontrada na casa de ex-ministro da Justiça de Bolsonaro. Falta conexão entre as duas situações.
BOLSONARO III
Ainda sobre a reunião, a defesa esclareceu que o presidente estaria resguardado pela liberdade de expressão e que “a exposição de pontos de dúvidas à comunidade internacional, foi no afã de aprimorar o processo de fiscalização e transparência do processo eleitoral”. Pode até haver r excesso verbal, nunca crime.
BOLSONARO IV
Outro argumento é que não existem “provas contundentes do prejuízo ao processo eleitoral”, mas apenas “considerações vagas e imprecisas acerca da eventual gravidade do discurso apresentado aos embaixadores”.
BOLSONARO V
Em conclusão, a defesa sustentou que não houve qualquer hostilidade antidemocrática ao sistema eleitoral no evento, não se tratou sobre eleições e não houve pedido de votos, comparação entre candidaturas ou ataques a oponentes. Quanto aos episódios de 8 de janeiro, não há nenhuma prova, mesmo indícios, da participação do ex-presidente Bolsonaro. Apenas hipóteses. A transmissão de TV foi da emissora oficial que acompanha os atos presidenciais.
BOLSONARO VI
Sobre a ilegalidade da anexação de documentos estranhos a reunião dos embaixadores, a defesa lembrou decisão que o próprio TSE tomou em 2017, ao absolver da cassação a ex-presidente Dilma Rousseff e vice Michel Temer, decidindo que as provas do dinheiro da Odebrecht que irrigara o caixa dois da campanha petista não poderiam ser levadas em conta, por terem sido anexadas depois do início do processo.
CONCLUSÃO
A aplicação da pena não começa pela sanção máxima, salvo diante de evidencias incontestáveis. Há uma gradação em função de atenuantes e agravantes. No caso do ex-presidente, caso seja tornado inelegível, a punição começaria pela pena máxima.
O São João no mundo
Hoje, 24, Dia de São João, uma das festividades mais conhecida e popular em nosso país. Momento de confraternização tradições e alegrias. São João Batista, na tradição cristã, anunciou a “boa-nova” (boa notícia) da vinda do Cristo, filho de Deus, salvador da humanidade, que “renovaria todas as coisas”. Foi ele também que batizou Cristo no rio Jordão.
SUÉCIA
As comemorações de São João existem em outros países. Na Suécia é a maior festa nacional, superando o Natal, tive uma experiência única ao estar em Estocolmo, no dia 24 de junho de 1998, com a minha esposa. Participava de um Encontro Parlamentar Europa/América Latina.
EUFORIA
Assisti o êxtase da população sueca, dançando em círculo ao redor de um “mastro” colocado no centro da rua ou praça, pela aproximação do verão, que tomava o lugar da primavera. Canções, danças ao ar livre, muitas comidas típicas e enfeites curiosos, como guirlandas de folhas ou flores na cabeça. Chegava o que eles chamam de solstício de verão, quando a terra recebe a maior quantidade de raios solares e, consequentemente, o dia é mais longo e a noite mais curta do ano.
PORTO
Em Portugal, acontecem as festas de São João com grandes multidões, especialmente no Porto. A cidade inteira se mobiliza com muita música e gente na rua festejando até o dia seguinte amanhecer. Toda a celebração culmina à meia-noite, com os fogos de artifício às margens do rio Douro. O show de fogos é sincronizado com música e uma verdadeira multidão se aglomera para assistir ao espetáculo.