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Sessão STF

Cármen Lúcia, Kassio e Toffoli podem definir julgamento de Moraes no STF

Três ministros são vistos como decisivos na sessão que examinará relatório da PF sobre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro
Agora RN
15/09/2026 | 10:03

Cármen Lúcia, Kassio Nunes Marques e Dias Toffoli podem ser decisivos na sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) marcada para esta terça-feira 15, que discutirá o relatório da Polícia Federal sobre mensagens e registros relacionados ao ministro Alexandre de Moraes e ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

O Plenário deverá analisar primeiro o pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) para anular o relatório produzido pela PF e encerrar a Petição 16.662. Só depois, se o processo seguir adiante, os ministros poderão discutir se há elementos para abertura de investigação contra Moraes.

Ministros do Supremo Tribunal Federal durante sessão plenária
Sessão plenária do Supremo Tribunal Federal que analisará relatório da PF sobre Alexandre de Moraes. Foto: Alejandro Zambrana/STF

O caso chegou ao Plenário após dias de tensão no Supremo, com divergências sobre acesso aos dados, troca de ofícios e questionamentos sobre a condução das apurações. No fim de semana, o presidente da Corte, Edson Fachin, assumiu a condução do processo que trata do caso.

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Segundo a avaliação atribuída a ministros pela reportagem, há dois grupos com posições distintas. De um lado, Moraes contaria com o apoio de Flávio Dino, Cristiano Zanin e Gilmar Mendes. André Mendonça teria o respaldo de Luiz Fux, que acompanhou a decisão de afastar o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.

A decisão de Mendonça sobre Andrei foi posteriormente revertida por Fachin. O presidente do STF, porém, é apontado como um possível voto contrário a Moraes na discussão sobre a continuidade da apuração.

As atenções se voltam, então, aos votos de Cármen Lúcia, Kassio Nunes Marques e Toffoli. Toffoli pode se declarar impedido e não participar, como já ocorreu em decisões relacionadas ao Banco Master. Se isso acontecer, os votos de Cármen e Kassio ganham peso ainda maior na formação de maioria.

Nunes Marques é próximo de Mendonça e acompanhou o ministro na decisão que afastou Andrei Rodrigues, mas é descrito como garantista, o que mantém o sentido de seu voto em aberto. Cármen Lúcia preparou seu posicionamento com assessores e, segundo a apuração, tem ressaltado a independência de suas decisões.

A discussão envolve um relatório da PF que reuniu dados para apontar uma relação próxima entre Moraes e Vorcaro. A PGR argumenta que o documento foi determinado sem pedido prévio do Ministério Público ou da própria PF e sem submissão anterior ao Plenário.

Mesmo que a nulidade seja reconhecida, há diferentes leituras sobre o efeito da decisão. Parte dos ministros avalia que o caso pode ser encerrado sem análise do conteúdo; outros entendem que os elementos já conhecidos poderiam servir de base para avaliar a necessidade de uma nova investigação. A sessão está prevista para começar às 10h.