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Música

Fest Bossa & Jazz Pipa anuncia as primeiras atrações de uma edição com 30 shows gratuitos

Ana Cañas leva o repertório de Rita Lee, Mago da Silva revisita o álbum de 2011 e Momô põe a gaita no centro do pop, em três dias de shows de graça
Agora RN
10/09/2026 | 18:18

Ana Cañas, Mago da Silva e Momô. São esses os três primeiros nomes confirmados pelo Fest Bossa & Jazz Pipa 2026, festival que, no fim de outubro, vai fazer a vila trocar parte do barulho das ondas por guitarra, por metal, por gaita e por muito jazz. Ao todo serão 30 shows, todos de graça, no litoral Sul potiguar, entre os dias 30 de outubro e 1º de novembro.

O trio já antecipa a mistura que tradicionalmente orienta o festival: artista de projeção nacional dividindo a grade com gente da cena daqui, e um repertório que atravessa rock, samba, jazz, blues, soul e música pop.

Público lotando a rua principal de Pipa durante evento noturno
Fest Bossa & Jazz terá 30 apresentações gratuitas entre 30 de outubro e 1º de novembro — Foto: Divulgação

Uma das obras mais populares da nossa música é o que a paulistana Ana Cañas leva a Pipa. A cantora e compositora apresentará “Rita Total – Ana Cañas Canta Rita Lee”, show construído em torno das várias fases da carreira de Rita. O roteiro passa pelo tempo dos Mutantes, pelos discos gravados com a Tutti-Frutti e pelo período em que Rita compôs ao lado de Roberto de Carvalho. “Coisas da Vida”, “Lança-Perfume”, “Jardins da Babilônia”, “Balada do Louco” e “Agora Só Falta Você” estão entre as canções previstas, num roteiro que alterna o rock and roll dos diversos momentos da compositora com aquilo que ela fez de balada.

Não é a estreia da cantora nesse tipo de projeto: já havia transformado em espetáculo próprio o repertório de outro nome fundamental da nossa canção. Foi com a turnê “Ana Cañas Canta Belchior” que ela recebeu, em 2023, o Prêmio APCA de Melhor Show do Ano. Indicada ao Grammy Latino, Ana soma ainda participações em trilha sonora de novela e gravações em dupla com Ivete Sangalo, Ney Matogrosso e Nando Reis, entre outros.

Enquanto ela mira a obra de Rita Lee, Mago da Silva olha para uma parte importante da própria história. O potiguar vai mostrar ao público as paisagens sonoras iniciais de “e o Pior Qu’Isso Tudo Não é Ficção”, álbum que lançou em 2011. Entram no show canções que marcaram sua caminhada e faixas como “Me Chame Com(o)’eu Sou(L)”, escrita em parceria com Maxsoul. Rap, dub, samba e soul se encontram na linguagem que o artista batizou de Música Potiguar Mundi-Sã, e que puxa referência brasileira para perto da Black Music estadunidense e da canção pop.

Ele sobe ao palco acompanhado pela Cangulo Sound. Nos sopros estão Wander Amaro, no trompete, e Giba Cabral, no trombone; a base fica com Sergio Preto, que soma contrabaixo e voz, Juscelino Mizifi, na bateria, e Dinei Teixeira, na percussão; Marcos Sucar responde pela guitarra e Zé Marcos, pelos teclados. Mago, por sua vez, assume voz, violão e cavaquinho. Ainda haverá participação de três artistas da cena musical de Natal: Cami Santiz, Ravia e Diego Francisco.

Quem completa o primeiro grupo é Momô, e ela chega ao festival depois de uma espécie de degustação — em 2025, fez um pocket show no evento que lançou o Fest Bossa & Jazz. Desde a passagem pelo reality “Estrela da Casa”, da TV Globo, a artista vem explorando nos palcos uma combinação que não é comum dentro do pop: colocou a gaita no meio de um repertório capaz de aproximar do jazz e do blues aquilo que se faz na música mainstream.

Só com esses três já dá para enxergar o desenho de uma edição disposta a circular entre gerações e estilos diferentes. Rita Lee comparece pela leitura de Ana Cañas; o Rio Grande do Norte aparece na música que Mago da Silva interpreta; e Momô traz jazz e blues para dentro de uma linguagem pop contemporânea.

Eles serão, contudo, uma fração de algo bem maior. A programação prevê 30 apresentações gratuitas durante os três dias em que o evento ocupa Pipa, distrito do município de Tibau do Sul. Quem realiza é a Juçara Figueiredo Produções, e o patrocínio vem do Grupo Ster Bom e da Prefeitura tibauense. A grade completa do festival ainda será divulgada.

O festival acontece de sexta-feira 30 de outubro até domingo 1º de novembro, e assistir aos shows não custa nada.