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Política

Fachin avalia assumir casos Master e INSS para tentar conter crise no STF

Presidente da Corte também cogita avocar e encerrar inquérito das fake news; ministros defendem apuração das condutas de André Mendonça e Alexandre de Moraes
Agora RN
09/09/2026 | 11:01

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, avalia assumir a relatoria dos inquéritos relacionados ao Banco Master e ao INSS, atualmente conduzidos pelo ministro André Mendonça, como parte de uma tentativa de reduzir a crise interna na Corte. Outra medida em estudo seria avocar o inquérito das fake news, hoje sob a responsabilidade de Alexandre de Moraes, antes de determinar o encerramento da investigação.

A estratégia buscaria retirar dos dois ministros a condução dos processos que passaram a alimentar o confronto entre eles. Ao centralizar os casos na Presidência, Fachin tentaria restabelecer o controle institucional e impedir que novas decisões individuais ampliem a disputa dentro do Supremo.

Edson Fachin, André Mendonça e Alexandre de Moraes, ministros do STF
Edson Fachin, André Mendonça e Alexandre de Moraes, ministros do STF — Foto: STF

Na semana passada, Fachin optou por ganhar tempo enquanto tentava construir um acordo entre os integrantes do Tribunal. Ele estabeleceu prazo até o dia 21 para que os envolvidos prestassem informações. Os desdobramentos posteriores, porém, reduziram o espaço para uma solução negociada.

Uma das alternativas examinadas é submeter ao plenário os pedidos de investigação contra os dois ministros. Nesse cenário, a Corte decidiria publicamente se existem elementos suficientes para a abertura das apurações.

Outra possibilidade seria Fachin adotar decisões individuais para reorganizar os processos e dar uma resposta à sociedade.

A segunda opção envolveria a transferência das relatorias para a Presidência do STF e medidas destinadas a conter o conflito. O objetivo seria pacificar o ambiente institucional antes das eleições, marcadas para menos de um mês, e reduzir os impactos da crise sobre o cenário político.

Fachin costuma evitar decisões tomadas em reação imediata aos acontecimentos. O presidente do Supremo prefere consultar os integrantes da Corte e avaliar previamente as consequências jurídicas e institucionais de cada medida. Pessoas próximas a ele afirmam que a situação exige rapidez, mas também cautela para que a solução seja adotada dentro da legislação.