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Consórcio de veículos

Debate é cancelado após Lula e Flávio não confirmarem presença

Agora RN
08/09/2026 | 23:16

Um consórcio formado por 11 veículos de imprensa cancelou um debate entre os candidatos à Presidência da República que estava previsto para 14 de setembro. A decisão foi anunciada depois que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), líderes das pesquisas eleitorais, não confirmaram presença até o encerramento do prazo estabelecido pelos organizadores.

Os veículos haviam fixado o dia 7 de setembro como limite para que as campanhas respondessem aos convites. Com a ausência de confirmação dos dois principais concorrentes, o grupo avaliou que não havia condições de manter o encontro. Augusto Cury (Avante), Renan Santos (Missão), Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) haviam aceitado participar.

Montagem com Lula à esquerda e Flávio Bolsonaro à direita
Fotos: Ricardo Stuckert/PR e reprodução Instagram

O consórcio é formado por CNN Brasil, Exame, Metrópoles, Nova Brasil FM, Rádio Itatiaia, RedeTV!, Rede Vida, SBT, SBT News, Terra e Veja. Segundo o grupo, trata-se da maior associação já organizada entre veículos de comunicação brasileiros para a realização de debates eleitorais.

Em nota, o consórcio afirmou que o cancelamento não modifica sua avaliação sobre a importância desse tipo de encontro para a campanha. Segundo os veículos, os debates são “instrumentos fundamentais do processo democrático” porque permitem aos eleitores comparar diretamente “propostas, posições e visões dos candidatos” em um ambiente comum e submetido às mesmas regras.

A decisão reforça uma característica já observada no primeiro debate presidencial da campanha de 2026. Realizado em 23 de agosto, o encontro reuniu apenas Ronaldo Caiado, Renan Santos e Augusto Cury. Lula e Flávio Bolsonaro não compareceram, enquanto Romeu Zema desistiu momentos antes de o programa começar, após a confirmação da ausência dos dois candidatos que lideram as pesquisas.

Com três participantes, o primeiro confronto televisionado deste ano teve o menor número de presentes em um debate inaugural de campanha presidencial desde 1989, quando as emissoras brasileiras passaram a promover encontros do gênero. A ausência dos favoritos também reduziu a possibilidade de confronto direto sobre os principais temas nacionais e limitou a repercussão do programa.

O cancelamento anunciado pelo consórcio alcançou ainda a disputa pelo Governo de São Paulo. O debate estadual estava marcado para 18 de setembro, mas o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), candidato à reeleição, não confirmou participação dentro do prazo. O ex-ministro Fernando Haddad (PT), principal adversário de Tarcísio, havia aceitado o convite.

O consórcio não informou se pretende apresentar novas datas ou formatos alternativos para ouvir os candidatos antes do primeiro turno.