Nada mudou no topo da corrida pela Presidência da República. Lula e Flávio Bolsonaro continuam tecnicamente empatados, segundo a pesquisa Meio/Ideia divulgada nesta quarta-feira 30. No cenário estimulado, aquele em que os nomes dos concorrentes são lidos para o entrevistado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) marca 39,4% e o senador Flávio Bolsonaro (PL) fica com 38,4%.
O ponto percentual entre os dois cabe folgado na margem de erro, de 2,2 pontos em qualquer direção. Por isso não se pode dizer quem está na frente.

Os dois subiram desde a rodada anterior, divulgada em 9 de setembro, quando o petista tinha 38,4% e o adversário, 37,3%. Ali o empate técnico já existia.
Em terceiro vem o escritor Augusto Cury (Avante), com 6,7%. Logo atrás aparece Renan Santos (Missão), com 4,5%, seguido pelo governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), com 4,4%, e pelo governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), com 3,5%. Quem respondeu branco, nulo ou nenhum soma 0,7%, e 1,5% se declararam indecisos.
Sete nomes ficaram abaixo de 1% cada um. São Rui Costa Pimenta (PCO), Edmilson Costa (PCB), Hertz Dias (PSTU), Samara (UP), Clariana Barão (DC), Leonardo Avalanche (PRTB) e o veterinário Wilson Grassi (Democrata).
O empate se repete quando o instituto simula o segundo turno. Lula fica com 48,5% e Flávio, com 48% — meio ponto de distância. Brancos e nulos somam 2,1%. Os indecisos são 1,5%. Na rodada de setembro, ambos os candidatos apareciam cravados nos mesmos 46%.
O levantamento também perguntou o que os entrevistados acham do desempenho do presidente. Sobre a maneira como Lula toca o trabalho, 49% aprovam e outros 49% desaprovam, um equilíbrio exato entre as duas respostas. Já na avaliação geral do governo, a balança pende para o lado negativo: 41% colocam a gestão nas duas piores faixas da escala, contra 35,3% que a situam nas duas melhores. Outros 21% ficam no meio do caminho, com regular, e 2,9% não souberam responder.
Quem contratou o trabalho foi o Canal Meio. Os entrevistadores ouviram por telefone 2 mil pessoas de 16 anos ou mais, entre os dias 25 e 28 de setembro. O nível de confiança adotado é de 95%. No Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a pesquisa está registrada sob o número BR-08706/2026.