Um homem apontado pela Polícia Civil como um dos líderes de um grupo que tentava controlar serviços turísticos no litoral sul do Rio Grande do Norte foi preso nesta segunda-feira 10 após a conclusão de uma investigação iniciada em 2024. Segundo o delegado Juarez Maynart, responsável pelo caso, o suspeito também teria envolvimento com a comercialização de armas de fogo para integrantes de facções criminosas.
A investigação começou após denúncias de que um grupo estaria tentando impor regras sobre a prestação de serviços turísticos na região, com controle de preços, definição de quem poderia atuar no setor e ameaças contra motoristas e outros trabalhadores.

De acordo com o delegado, a apuração identificou práticas de constrangimento ilegal e ameaças contra prestadores de serviços. Ao final do inquérito, sete pessoas foram indiciadas pelos crimes de associação criminosa, constrangimento ilegal e, em alguns casos, ameaça.
Segundo o delegado, o suspeito preso foi apontado durante as investigações como uma das lideranças do grupo. Além da atuação no setor de turismo, a polícia identificou que ele também comercializava armas de fogo, inclusive para pessoas ligadas a facções criminosas que atuam no Rio Grande do Norte.
“Nós recebemos várias denúncias de um grupo que estava atuando no turismo, no litoral sul, que estaria tentando controlar todo o serviço naquela região, com tabelamento de preços, determinando quem poderia prestar esse serviço, ameaçando e constrangendo”, afirmou o delegado.
Ainda segundo Maynart, a prisão foi solicitada após o avanço das investigações e a manifestação do Ministério Público. A Justiça determinou que o suspeito permanecesse preso durante o andamento do processo.
O delegado explicou que a investigação sobre os fatos relacionados ao controle dos serviços turísticos foi encerrada. Segundo ele, a operação teve uma primeira etapa em fevereiro de 2025, quando foram cumpridos mandados de busca e prisões temporárias. Após aquela fase, os investigados passaram a responder ao procedimento em liberdade.
Com a conclusão do inquérito, houve o indiciamento dos envolvidos e o oferecimento de denúncia pelo Ministério Público. O suspeito preso também já respondia a uma investigação por homicídio.