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Bolsonaro

PF faz buscas na casa de Bolsonaro à procura de armas

Mandado autorizado por Alexandre de Moraes tinha como objetivo localizar armas, munições e documentos de registro; defesa afirma que nada foi encontrado.
Por O Correio de Hoje
08/07/2026 | 14:34

A Polícia Federal cumpriu, nesta quarta-feira 8, um mandado de busca e apreensão na residência onde o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) permanece em prisão domiciliar. Segundo dois advogados da defesa, a operação tinha como objetivo verificar a existência de armas no imóvel.

De acordo com os advogados, a medida foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e autorizava a procura por armas, munições, acessórios e documentos de registro. Nada foi encontrado, conforme a defesa.

Bolsonaro foto Ton Molina STF
Ex-presidente Jair Bolsonaro durante depoimento no Supremo Tribunal Federal - Foto: Tom Molina ;/ STF

“O mandado buscava armas, munições, acessórios e documentos de registro. A defesa já havia informado previamente o paradeiro de todas as armas. Resultado: nada foi encontrado. É lamentável que um ex-presidente da República ainda seja submetido a esse tipo de ação”, afirmou o advogado João Henrique de Freitas, integrante da equipe jurídica de Bolsonaro, nas redes sociais.

No momento da ação, também estavam na residência a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e Laura, filha do casal.

Na sexta-feira 3, Moraes prorrogou por tempo indeterminado a prisão domiciliar do ex-presidente. Na mesma decisão, determinou a entrega das dez armas registradas em nome de Bolsonaro e revogou as autorizações de porte e os respectivos certificados de registro.

Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão por liderar uma trama golpista. Após cumprir parte da pena em regime fechado, passou à prisão domiciliar humanitária em 27 de março por razões de saúde. Inicialmente, a medida teria duração de 90 dias.

A defesa sustenta que já havia comunicado ao STF a localização de todas as armas. Uma delas, recebida pelo ex-presidente de um empresário em 2022, encontrava-se no Rio Grande do Sul.

A situação ganhou novo peso em junho, após uma pistola registrada em nome de Bolsonaro ser apreendida com um integrante de sua equipe de segurança. O episódio levou Moraes a avaliar a possibilidade de retorno do ex-presidente à unidade prisional conhecida como Papudinha. Na ocasião, o ministro afirmou que a posse da arma pelo segurança poderia configurar “falta grave” e resultar na “cessação da prisão domiciliar”.