BUSCAR
BUSCAR
Eleições 2026

Zema defende voto impresso como complemento à urna eletrônica

Pré-candidato à Presidência afirma que medida poderia aumentar a conferência dos votos, enquanto Flávio Bolsonaro volta a questionar o sistema eleitoral brasileiro com alegações contestadas pelo TSE
Por O Correio de Hoje
23/07/2026 | 14:50

O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência Romeu Zema (Novo) defendeu nesta terça-feira, 21, que parte das urnas eletrônicas produza comprovantes impressos dos votos. A proposta seria adotada como mecanismo complementar de verificação, sem substituir o sistema eletrônico.

“Tudo que puder ser feito para melhorar a confiabilidade é bom, principalmente comprovante escrito”, afirmou Zema em conversa com jornalistas durante um evento promovido pelo Grupo Voto, segundo o portal Poder360.

capa portal
Ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, candidato do Novo à Presidência - Foto: Marina Ramos / Câmara

Pela sugestão do pré-candidato, uma amostra das urnas emitiria comprovantes que seriam mantidos lacrados junto aos registros eletrônicos. Posteriormente, os resultados dos dois formatos poderiam ser comparados para verificar a correspondência entre os votos registrados digitalmente e os documentos impressos.

Zema ressaltou que foi eleito e reeleito governador de Minas Gerais por meio das urnas eletrônicas e afirmou considerar confiável o modelo atual. A defesa do comprovante impresso ocorreu após críticas feitas ao sistema de votação pelo senador e também pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Em reunião com embaixadores estrangeiros realizada na terça-feira, 21, em Brasília, Flávio solicitou que os países enviassem “a maior quantidade de observadores possíveis” para acompanhar as eleições brasileiras. Durante o encontro, o senador também repetiu uma informação falsa ao relacionar as urnas utilizadas no Brasil a máquinas da empresa venezuelana Smartmatic.

Flávio citou um documento da Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos (CIA) sobre suspeitas de manipulação nas eleições venezuelanas de 2010. “Uma das suspeitas é que uma empresa chamada Smartmatic, de origem venezuelana, uma das suspeitas é que tenha havido uma programação para alteração das votações naquele país nas eleições de 2010”, declarou.

Na sequência, o senador estabeleceu uma associação com o sistema brasileiro. “Só para deixar registrado que muitas dessas máquinas que são utilizadas nas eleições brasileiras têm a mesma origem dessa empresa venezuelana”, afirmou.

A informação não corresponde à realidade. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já esclareceu, inclusive em manifestação publicada em 2020, que os equipamentos da Smartmatic não são utilizados no sistema eleitoral brasileiro.