BUSCAR
BUSCAR
Tércio Tinoco

Não estou preocupado com fundo eleitoral, diz Tércio Tinoco sobre campanha

Pré-candidato ao Senado pelo União Brasil afirma que pretende percorrer os 167 municípios do Rio Grande do Norte e relembra eleição para vereador sem verba do fundo eleitoral
Por O Correio de Hoje
23/07/2026 | 15:04

O pré-candidato ao Senado Tércio Tinoco afirmou, nesta quarta-feira, 22, que deverá receber do União Brasil poucos recursos do fundo eleitoral para financiar sua campanha, mas declarou não estar preocupado com a limitação financeira.

“Acredito que, sim, vai ter, mas muito pouco. E eu não estou nem preocupado com esse fundo eleitoral”, declarou Tércio, citando ter tido uma conversa rápida sobre o assunto com o ex-senador José Agripino Maia, presidente do União Brasil no Rio Grande do Norte.

capa portal (2)
Vereador de Natal Tércio Tinoco (União), candidato ao Senado na chapa de Allyson - Foto: Francisco de Assis / CMN

Segundo o pré-candidato, sua prioridade será divulgar o nome em todas as regiões do Rio Grande do Norte. Tércio afirmou que pretende percorrer os 167 municípios e apostar no contato com a população para compensar uma possível diferença de estrutura em relação aos demais concorrentes.

Ao justificar a tranquilidade diante da expectativa de poucos recursos, o vereador citou sua primeira campanha para a Câmara Municipal de Natal. “Em 2020, o vereador de Natal Tércio Tinoco recebeu zero real do fundo eleitoral. E fui eleito”, afirmou.

Tércio lembrou que, naquela eleição, enfrentou avaliações de que não conseguiria conquistar uma vaga por não contar com estrutura financeira nem pertencer a uma família tradicional da política. Ele terminou eleito com 3.101 votos, tornando-se o primeiro vereador cadeirante da história de Natal. Em 2024, conquistou a reeleição com 5.707 votos.

“Muitas pessoas diziam que eu não seria eleito porque não tinha condições financeiras, não tinha família tradicional, não tinha estrutura. E fui eleito”, acrescentou.

A disponibilidade de recursos financeiros é considerada por analistas como fator decisivo para a disputa eleitoral. De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), no Rio Grande do Norte, cada candidato ao Senado poderá gastar até R$ 3,8 milhões no pleito deste ano.

A falta de recursos do fundo eleitoral foi o motivo apresentado para a retirada da candidatura do ex-prefeito de Natal Carlos Eduardo Alves ao Senado em maio. Na ocasião, o União Brasil informou ao então pré-candidato que a direção nacional priorizaria as campanhas para governador e deputado federal e que não garantiria recursos para uma candidatura potiguar ao Senado.

Diante da falta de financiamento, Carlos Eduardo desistiu de concorrer ao Senado. Posteriormente, chegou a anunciar uma pré-candidatura a deputado estadual, mas também abriu mão da disputa proporcional para se dedicar à campanha de Allyson Bezerra (União) ao Governo do Estado. A aliança, que inicialmente caminhava para lançar apenas a senadora Zenaide Maia (PSD) à reeleição, reviu a estratégia e apresentou Tércio como segundo candidato ao Senado.

Questionado na entrevista sobre a diferença entre sua situação e a enfrentada pelo ex-prefeito, Tércio evitou fazer comparações. “Sobre o caso de Carlos Eduardo, eu não posso falar, porque ele mesmo tem que falar”, respondeu.

Coordenação em Natal

Tércio também voltou a contestar a informação de que Carlos Eduardo assumiu a coordenação-geral da campanha de Allyson Bezerra em Natal. Segundo o vereador, o ex-prefeito terá influência na organização da candidatura na capital, mas ficará responsável pelo próprio grupo político e pelas lideranças que historicamente o acompanham.

“Em Natal, não existe coordenador-geral”, afirmou. Tércio ressaltou que Carlos Eduardo possui força eleitoral e serviços prestados à cidade, lembrando que o ex-prefeito recebeu mais de 93 mil votos na eleição municipal de 2024. “Ele vai coordenar o grupo dele, que é normal. Vai coordenar a equipe dele, que sempre o acompanhou”, declarou.

O pré-candidato ao Senado disse ainda que o grupo de vereadores de Natal que apoia Allyson também trabalhará na coordenação da campanha na capital. “Estamos unidos, vamos coordenar também a campanha. Não existe coordenador-geral da campanha de Allyson Bezerra na capital do Estado”, reforçou.

Tércio negou que a divergência sobre o papel de Carlos Eduardo tenha provocado desgaste interno. O vereador contou que encontrou o ex-prefeito durante a convenção da aliança, na última segunda-feira, 20, e afirmou manter boa relação com ele. “Não tem nenhuma briga interna”, declarou.