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Pandemia
Taxa de ocupação de leitos críticos para Covid-19 completa uma semana acima de 80% e sistema beira colapso no RN
Taxa de ocupação de leitos de UTI por jovens é a maior desde junho de 2020
Redação
24/02/2021 | 20:53

A taxa de ocupação de leitos críticos Covid completou uma semana acima de 80% no Rio Grande do Norte. A marca, que foi ultrapassada na última quinta-feira 18, é motivo de preocupação ao poder público e ao povo potiguar e dá sinais de que a saúde no estado está a beira de um colapso.

De acordo com dados da plataforma Regula RN, do Laboratório de Inovação Tecnológica em Saúde (LAIS), da UFRN, em parceria com a Secretaria Estadual de Saúde Pública (Sesap), por volta das 20h40 desta quarta-feira, 24, dos 287 leitos críticos, 246 estavam ocupados, o que equivale a 85,71% . Apenas 28 (9,76%) estavam disponíveis; outros 13 (4,53%) estavam bloqueados de acordo com o sistema.

Já em relação aos 280 leitos clínicos, o site Regula RN divulgou que 213 estavam ocupados (76,07%); 65 disponíveis (23,21%) e apenas dois (0,71%) bloqueados.

Dados do sistema apontaram que, nesta terça, 23, 52,34% dos leitos críticos eram ocupados por idosos e 47,66% por jovens. A taxa de jovens internados é a maior desde junho de 2020.

Situação previsível

Dados do Regula RN, do Laboratório de Inovação Tecnológica em Saúde (LAIS), da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), em parceria com a Secretaria Estadual de Saúde Pública (Sesap), mostram que a taxa de ocupação de leitos críticos Covid se manteve acima de 80% por, pelo menos, seis dias seguidos no Rio Grande do Norte. Mas um especialista reforça que a situação “descontrolada” que aconteceria em fevereiro já era prevista há mais de dois meses por cientistas.

José Dias do Nascimento, astrofísico e professor do Departamento de Física Teórica e Experimental (DFTE), da UFRN, acredita que mesmo com medidas recentes determinando funcionamento de bares e restaurantes até às 22h para tentar inibir aglomerações tem efeito apenas psicológico. “Se você fizer isso, as pessoas vão se aglomerar antes deste horário. Se nenhuma restrição de circulação acontecer, teremos um aumento expressivo”, apontou.

Ele usa uma analogia para simplificar o poder de propagação do vírus. “É muito parecido com fogo na floresta, se você combate o fogo e deixa alguns focos, basta que o vento mude e tenha combustível para o fogo voltar”. Ainda segundo o professor, os períodos de festas de fim de ano e também o carnaval foram cruciais para aumentar o número de casos no estado.

“A questão era saber a intensidade e o tempo. Vi que teríamos um agravamento na segunda onda a partir do final de fevereiro. A Secretaria de Saúde Pública do Estado do Rio Grande do Norte (Sesap) não levou a sério e não vi nenhuma medida de preocupação até o momento. A previsão foi feita, o Carnaval e as festas de fim de ano somente agravaram o que já era grave”, observou o professor.

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