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Justiça
Suspeitos de matar engenheiro durante festa junina em Apodi vão a júri popular
O julgamento, no entanto, ainda não tem data marcada para acontecer
Redação
09/11/2020 | 10:34

Os três acusados de terem envolvimento na morte do engenheiro civil Euriclides Góes Torres, de 38 anos, assassinado a tiros durante uma briga em uma festa junina na cidade de Apodi, na região Oeste potiguar, irão sentar no banco dos réus. O crime aconteceu no dia 23 de junho de 2019, véspera de São João.

A decisão de mandar os denunciados a júri popular foi proferida na última quinta-feira, dia 5, pelo juiz João Makson Bastos de Oliveira. O julgamento, no entanto, ainda não tem data marcada para acontecer.

Irão à júri popular:

  • Francisco Patrício de Freitas
  • Raimundo da Costa Souza Junior, o Pikaxu
  • Raimunda Layla Morais de Sales

Raimundo da Costa e Raimunda Layla responderão por homicídio qualificado (mediante pagamento ou promessa de recompensa e motivo futil), e Francisco por homicídio qualificado e porte ilegal de arma de fogo.

A morte do engenheiro

Euriclides Góes Torres foi assassinado a tiros no dia 23 de junho de 2019. Ele participava de uma festa particular, ao lado da Associação Cultural Desportiva Apodiense (ACDA), quando se envolveu em uma luta corporal com um homem. Após a briga, outro homem se aproximou e atirou no engenheiro.

“A informação que temos é essa, de que houve uma briga e uma terceira pessoa se aproximou armada e atirou no engenheiro”, relatou o capitão Costa e Silva, comandante da PM na região na época do crime.

Prisões

Raimundo foi preso dois dias após o assassinato, e confessou ter sido a pessoa que efetuou os disparos contra a vítima. Já o Junior Pikaxu, que foi a pessoa que se envolveu em luta corporal com o engenheiro, foi detido no dia 28. Na delegacia, ele contou que brigou com Eurícledes porque o engenheiro teria dito palavras ofensivas contra sua namorada, a Raimunda Layla.

No primeiro momento, o inquérito policial não apresentou provas contra Raimunda. Contudo, o Ministério Público Estadual abriu uma investigação paralela e conseguiu evidencias contra a mulher, e ela também foi denunciada. De acordo com o processo, Raimunda Layla teria instigado o cometimento do crime e o encomendado junto a Raimundo da Costa.

Raimundo e Francisco ainda permanecem presos enquanto aguardam o julgamento. Layla cumpre medidas cautelares, e está proibida de frequentar bares, festas ou fazer viagens sem autorização da Justiça.

Testemunhas

Em determinados trechos da decisão que sentenciou os réus a júri popular, o juiz João Makson destacou relatos de testemunhas — cujos nomes não serão revelados pela reportagem — ouvidas no decorrer das investigações, os quais evidenciam a participação e o envolvimento dos acusados no homicídio. São eles:

  • “No mesmo sentido, a testemunha (xxx), ouvida em Juízo, mencionou que a ré teria dito, ainda durante a festa, que resolveria a situação de “outro modo”, deixando implícito, em público, o seu envolvimento no caso em questão. Por tais circunstâncias, repise-se, entendo que há indícios suficientes de autoria delitiva por parte dos acusados Raimundo Costa Souza Junior e Raimunda Layla Morais de Sales, notadamente quando o teor de suas manifestações defensivas, à luz dos elementos dos autos, não foi hábil a convencer este juízo em sentido contrário”.
  • “Para além disso, não é possível desconsiderar a versão apresentada pela agente de polícia (xxx), que colheu o depoimento do réu Francisco Patrício no momento em que este apresentou uma complexa versão, muito embora por ele próprio retratada posteriormente, no sentido de que o homicídio havia sido praticado mediante encomenda dos também acusados Raimundo Souza e Raimunda Layla, pelas razões já anteriormente mencionadas”.
  • Em relação ao réu Francisco Patrício de Freitas Filho, entendo estarem suficientemente demonstrados os indícios de autoria necessários a sua pronúncia, porquanto para além de algumas das testemunhas ouvidas durante a instrução terem presenciado o momento em que os disparos de arma de fogo foram efetuados – e por todas, destaco o depoimento judicial de (xxx), bastante elucidativo para a questão – e pontuo que o próprio acusado confessou a autoria delitiva em juízo, muito embora tenha arguido, em sua benesse, a tese da legítima defesa.
  • “Também entendo que há indícios suficientes de vinculação prévia entre todos os réus, não sendo corroborada nos autos a versão apresentada pelos acusados de que desconheciam a figura do réu apontado como executor dos disparos, dado que o depoimento da testemunha ocular (xxx), colhido em audiência, é por demais elucidativo. Nele, o indivíduo em questão menciona que os três réus estavam reunidos antes da discussão que culminou com os disparos fatais, tendo ele descrito, ainda, que a vítima teria passado próximo aos acusados segundos antes de iniciar a discussão que deu azo ao homicídio objeto de persecução.

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