Repercutiu e muito a informação dada em primeira mão pela coluna Opinião de que o senador Styvenson Valentim vai trocar o Podemos pelo União Brasil. Ele confirmou ao Portal da 98 FM que foi chamado para se filiar ao partido pelo senador Davi Alcolumbre, um dos vice-presidentes da sigla, e um dos principais articuladores do Governo Lula no Senado.
Como retribuição pelos serviços prestados, Alcolumbre conseguiu emplacar o deputado Juscelino Filho no Ministério das Comunicações e o ex-governador do Amapá Waldez Góes na pasta da Integração e Desenvolvimento Regional. Além disso, afiançou a nomeação de Daniela Carneiro para o Turismo. Manteve também o controle da Codevasf em dobradinha com o deputado Elmar Nascimento (BA), líder do União Brasil na Câmara, e capturou estruturas ligadas aos ministérios da Integração e das Comunicações. Sem falar que retornou à presidência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. Local onde desembarcam todos os projetos de interesse do Palácio do Planalto.

Apesar de não ter declarado que o assunto foi fechado, Styvenson já recebeu o sinal verde dos deputados Paulinho Freire e Benes Leocádio, além do ex-senador José Agripino Maia, presidente da sigla no Estado.
Styvenson diz que a mudança de estilo é motivada por uma cobrança da própria população. “Todo mundo reclamou de mim, no passado, que eu não fiz campanha. Muita gente me encontrava na rua e dizia que era bobagem, que eu era besta, devolvendo dinheiro. (Diziam que) enquanto eu economizava, os doutros roubavam. Eu resolvi dar uma guinada, dar uma grande mudança. Então, a primeira mudança é o meu comportamento no Senado. Estou na quarta secretaria. Outra mudança é a busca pelo partido”, afirmou o senador.
Bem-vindo?
Quando a coluna vazou os bastidores sobre a possível ida de Styvenson para o União Brasil, o ex-senador José Agripino declarou: “A decisão é dele. Se vier para o União Brasil, será muito bem-vindo”. Mas, a estrutura do partido? Será dividida? Se vier um senador, mesmo assim um ex-mandatário continuará controlando com mãos de ferro o partido no Estado? Nem o PL, hoje com quatro deputados federais, será assim.
Costuras políticas
Styvenson publicou nas últimas horas um post costurando literalmente seu nome. E justificou no texto: “Não era segredo minha mudança de postura política. Eu já tinha avisado pois se não existe no RN político para fazer campanha eleitoral como já fiz até aqui: sem fundo eleitoral, sem televisão, sem capilaridade, sem apoios etc… e ouvi de muita gente que em 2022 não quis ganhar eleição para governo por usar esse método (que ainda tenho resistência)”, disse, completando no final: “Nada mudou na minha essência, mas adaptação política é necessária para salvar meu Estado”.
Registro
Um jantar envolvendo os ex-deputados Felipe Maia e Henrique Alves com o professor e escritor Paulo de Paula, além do advogado tributarista Robson Maia Lins e o empresário Edson Faustino, rendeu registro.
Falar nisso
A senadora Zenaide Maia tomou o PSD do controle da família Jácome. O ex-deputado Jacó Jácome não responde mais pelo partido. Uma comissão provisória foi criada até maio, que deve se transformar em diretório. Nomes ligados à senadora foram incluídos na executiva. Coube ao ex-deputado Antônio Jácome a secretaria-geral da sigla. Teria sido o cala a boca?
Aspas
Sem qualquer novidade em relação ao desfecho do pagamento do reajuste salarial dos professores, a rede estadual continua com greve por tempo indeterminado. A secretária Socorro Batista deu declarações que com certeza um dia serão muito bem lembradas por adversários do PT. “Educação não é só salário. Desejo nós temos, vontade, nós temos. Agora, o que a gente recebe hoje do Fundeb, já representa 82% da folha da Educação. Então, ficamos com algo em torno de 17% a 18% para investimento e dependendo muito da fonte 100, que é o Tesouro Estadual”, mencionou, justificando que o Governo Fátima só poderá pagar o piso dividido em três parcelas.
Trégua
A coordenadora do Sinte-RN Fátima Cardoso e outros membros da cúpula do sindicato não estão gostando do comportamento de Socorro e do Governo. Atéa Semana Santa nenhum movimento será feito. Mas, a partir da terça-feira 11 novas agendas já estão programadas. No fim da manhã, um congestionamento na Avenida Salgado Filho até a BR 101 deve impedir o direito de ir e vir de quem não tem nada a ver com a greve. Pois o Sinte-RN vai convocar um ato com caminhada até a Governadoria. Concentração na calçada do Shopping Midway Mall, às 9h.
Pé nos bairros?
O deputado federal Paulinho Freire (União Brasil) iniciou uma agenda ontem mais política na Zona Norte de Natal. Ao lado do vereador Nivaldo Bacurau (PSB) e do secretário Calson Gomes (Infraestrutura), fez uma visita à obra de drenagem na esquina da Rua Marcílio Dias com Rua Nossa Senhora do Ó, no bairro de Igapó. Paulinho, que não disse que será candidato a prefeito de Natal, foi até a quadra poliesportiva Gaiolão. Será que Paulinho vai topar a parada e ser um nome a prefeito?
Depoimento
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) prestou ontem seu depoimento sobre o caso das joias recebidas de autoridades da Arábia Saudita. Ele chegou à sede da Polícia Federal, em Brasília, por volta das 14h20 de ontem, e foi ouvido por dois delegados. Além dele, também prestou depoimento, mas em São Paulo, o seu então ajudante de ordens, o tenente-coronel do Exército Mauro Cid. Em Brasília, havia a expectativa de que apoiadores bolsonaristas pudessem recebê-lo na sede da PF, o que não aconteceu. O depoimento durou, ao todo, cerca de três horas.
Igual ou pior?
Pesquisa PoderData mostra que 51% dos eleitores consideram que, atualmente, o Governo Lula é igual ou pior do que o de Bolsonaro. O número soma as taxas dos que consideram que o governo Lula é igual (15%) e dos que consideram que a gestão é pior (36%) do que a do antecessor. A pesquisa foi realizada de 2 a 4 de abril de 2023. Portanto, do 92º ao 94º dia do 3º mandato de Lula. O presidente completa 100 dias no Planalto em 10 de abril.