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Covid-19
Profissionais de limpeza e segurança privada do RN querem ser incluídos como prioritários na vacinação
De acordo com os sindicatos, a imunização dos profissionais é necessária pois centenas desses trabalhadores atuam em unidades hospitalares, lidando no dia a dia em UTI'S e em outros locais onde existem risco acentuado de contaminação
Redação
27/01/2021 | 09:29

Os sindicatos dos segmentos de segurança privada e de asseio e conservação solicitaram ao Governo do Rio Grande do Norte que os profissionais dos setores sejam imediatamente inclusos nos grupo prioritários para o recebimento da vacina da Covid-19. Segundo as corporações, pedido foi feito através de um ofício enviado ao secretário de Saúde do estado, Cipriano Maia.

Ainda de acordo com os sindicatos, a imunização dos profissionais é necessária pois centenas desses trabalhadores atuam em unidades hospitalares, lidando no dia a dia em UTI’S e em outros locais onde existem risco acentuado de contaminação. 

“Durante todo o período da pandemia os profissionais de asseio e conservação e da segurança privada exercem suas funções em locais  inóspitos, como hospitais, UTI’s, ambulatórios, apartamentos, recepções, cemitérios, velórios, terminais rodoviários, estações de trens, transporte de valores, limpeza urbana e de lixo hospitalar, enfim em todos os locais com riscos elevados de contaminação”, destaca o empresário Edmílson Pereira de Assis, presidente dos sindicatos de Segurança Privada (SINDESP/RN) e Asseio e Conservação (SEAC/RN). 

Segundo Edmílson, ao longo da pandemia, um “percentual exagerado” de colaboradores foram afastados de suas funções por suspeita ou contaminação pelo novo coronavírus. 

Para o dirigente sindical, a inclusão desses profissionais no grupo dos prioritários, não representa qualquer tipo de privilégio. “As atividades destes profissionais foram enquadradas como atividades essenciais por força do Art. 3º, § 1º, III e XLIV, Decreto 10.282 de 20 de março de 2020, bem como pelo item XXX, do Anexo I, do Decreto 49.017 de 11 de Maio de 2020, que relacionou como atividades essenciais as supramencionadas funções”, explica.

Para ele, não é justo que estes profissionais que se arriscaram da mesma forma que os profissionais de saúde e de segurança pública, sejam postergados no momento de receber a vacina. 

“Diante da essencialidade reconhecida tanto por Decretos federal e estadual, como também pelas atividades de risco desenvolvidas por estes profissionais, que arriscam diariamente as suas vidas, trabalhando na linha de frente como auxiliares no combate ao Covid-19, torna-se imprescindível a inclusão deles no grupo prioritário dos trabalhadores da saúde e da segurança pública”, ressaltou.

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