A campanha de vacinação contra a influenza segue até o próximo dia 30 de maio no Rio Grande do Norte, mas os índices de imunização ainda estão abaixo da meta estipulada pelas autoridades de saúde. No estado, apenas 31,91% do público-alvo recebeu a vacina até o momento, segundo dados da plataforma RN Mais Vacina.
A meta do Ministério da Saúde é imunizar 90% das pessoas incluídas nos grupos prioritários. O baixo percentual tem gerado preocupação entre os gestores da saúde pública, especialmente diante do aumento de casos de síndromes respiratórias.

De acordo com a Secretaria de Saúde, o início da campanha apresentou boa adesão, mas houve uma redução na procura pela vacina ao longo das últimas semanas.
“Está preocupando bastante as autoridades. A gente vem analisando esses dados. O início da campanha começou até bem, os números estavam [positivos], mas a gente nota que houve um relaxamento por parte da população e a gente faz esse chamamento, porque a gente não tem previsão de ampliação de campanha”, afirmou Veruska Ramos, chefe do Núcleo de Agravos Imunopreveníveis de Natal, em entrevista à TV Ponta Negra.
Segundo o balanço divulgado, 391.540 doses já foram aplicadas em todo o estado. Entre os grupos prioritários, a cobertura vacinal alcança 29.46% entre crianças de seis meses a menores de seis anos, 34.60% entre idosos e 55.74% entre gestantes.
As autoridades alertam que justamente esses grupos estão entre os mais vulneráveis às complicações provocadas pelo vírus da gripe. Atualmente, cerca de 80% dos leitos de UTI ocupados por pacientes com síndromes respiratórias são utilizados por pessoas pertencentes ao público prioritário da campanha.
“É um público muito vulnerável e é quem ocupa hoje cerca de 80% dos leitos de UTI com síndromes respiratórias. Então a gente precisa que esse público busque as unidades de saúde e nossos pontos extras para garantir essa vacina”, destacou.
A vacina disponível neste ano foi atualizada para proteger contra novas cepas do vírus influenza, ajudando a prevenir casos graves, internações e mortes. A orientação é que idosos, gestantes, crianças e demais grupos prioritários procurem os postos de saúde o quanto antes.