A taxa de desocupação no Rio Grande do Norte ficou em 7,6% no primeiro trimestre de 2026, segundo dados da Pnad Contínua Trimestral divulgados nesta quarta-feira 11 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. O índice representa o menor percentual já registrado para o período de janeiro a março desde o início da série histórica, em 2012. Em Natal, a taxa foi ainda menor, chegando a 5,9%.
Na comparação com o mesmo período de 2025, quando o estado registrava 9,9% de desocupação, houve redução de 2,3 pontos percentuais. Já em relação ao trimestre encerrado em dezembro de 2025, quando a taxa era de 6,7%, foi observada alta de 0,9 ponto percentual, cenário considerado de estabilidade.

Com isso, o IBGE estima que cerca de 113 mil pessoas estavam desocupadas no estado nos três primeiros meses deste ano, número 25,4% menor que o registrado no mesmo intervalo de 2025. Em termos absolutos, isso representa 39 mil pessoas a menos fora do mercado de trabalho.
O levantamento também aponta que o Rio Grande do Norte tinha aproximadamente 1,374 milhão de pessoas ocupadas no primeiro trimestre de 2026. O total representa queda de 2,7% em relação ao trimestre anterior. O nível de ocupação ficou em 48,1%, recuo de 1,4 ponto percentual na comparação com os últimos meses do ano passado.
Entre os trabalhadores ocupados no estado, 444 mil possuíam carteira assinada no setor privado, enquanto 208 mil atuavam sem registro formal. O rendimento médio mensal real habitual ficou em R$ 2.953, mantendo estabilidade em relação ao trimestre anterior, quando a média era de R$ 2.881.
Informalidade
A taxa de informalidade no estado foi estimada em 41,5% entre janeiro e março deste ano, abaixo dos 42,1% registrados no trimestre anterior. Apesar de permanecer acima da média nacional, de 37,3%, o índice potiguar foi o menor entre os estados do Nordeste e também inferior à média regional, de 48,9%.
Segundo o IBGE, a redução da informalidade foi influenciada principalmente pela queda de 10,4% no número de trabalhadores por conta própria sem registro no CNPJ, maior retração do tipo observada no país no período.
A pesquisa estima que cerca de 570 mil pessoas estavam em situação de trabalho informal no estado no trimestre encerrado em março. O grupo inclui trabalhadores sem carteira assinada, empregadores sem CNPJ, trabalhadores por conta própria sem registro formal e auxiliares familiares.
Já o número de pessoas desalentadas também apresentou redução no estado. A Pnad Contínua apontou a existência de 60 mil desalentados no primeiro trimestre de 2026, queda de 17,9% em relação ao trimestre anterior, quando havia 73 mil pessoas nessa condição.
Na comparação com o primeiro trimestre de 2025, quando o contingente era de aproximadamente 80 mil pessoas, a redução chegou a 24,9%.
Os desalentados são pessoas que gostariam de trabalhar e estariam disponíveis para assumir uma vaga, mas desistiram de procurar emprego por motivos como falta de oportunidades, experiência ou perspectivas na localidade onde vivem. O percentual desse grupo no Rio Grande do Norte ficou em 3,9% da força de trabalho ampliada, 0,7 ponto percentual abaixo do registrado no trimestre anterior.
Na média, o Brasil encerrou o primeiro trimestre com uma taxa de desocupação de 6,1%. O resultado é 1 ponto percentual maior que o do quarto trimestre do ano passado. Na comparação com o mesmo período de 2025, contudo, o número é 0,9 ponto percentual menor.
A PNAD Contínua é o principal instrumento para monitorar a força de trabalho do país. Sua amostra corresponde a 211 mil domicílios, distribuídos pelos 26 estados e o Distrito Federal, que são visitados a cada trimestre.