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Saúde

Mortes após vacina da dengue ocorreram em profissionais de saúde, diz Ministério

Dois óbitos e um caso grave estão sob investigação
Redação
08/06/2026 | 19:01

Os três casos graves investigados após a aplicação da vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan ocorreram em profissionais da atenção primária à saúde, informou o Ministério da Saúde nesta segunda-feira 8. Entre os episódios estão duas mortes e um caso de paciente que precisou de internação em unidade de terapia intensiva (UTI) e se recuperou.

Segundo a pasta, não há evidências suficientes para comprovar uma relação de causa e efeito entre a vacinação e os eventos registrados. Os casos fazem parte de um total de 42 eventos adversos graves identificados entre cerca de 500 mil doses aplicadas no país, o que levou o governo federal a suspender temporariamente a estratégia de vacinação para aprofundar as investigações.

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Mortes após vacina da dengue ocorreram em profissionais de saúde, diz Ministério - Foto: Reprodução

De acordo com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, aproximadamente 417 mil das 500 mil doses aplicadas foram destinadas a profissionais da atenção primária à saúde, grupo que inclui agentes comunitários, médicos de família, enfermeiros e integrantes das equipes de Saúde da Família.

“Nós temos profissionais de todo o Brasil que receberam a maior parte dessas 500 mil doses. A grande maioria das doses foi destinada a esses profissionais, que estão protegidos contra a dengue”, afirmou o ministro.

Além da aplicação em trabalhadores da saúde, o Ministério também realizou estratégias de vacinação em massa nos municípios de Botucatu (SP), Nova Lima (MG), Maranguape (CE) e na região de Araguaína, no Tocantins. Nessas localidades, pessoas de 15 a 59 anos foram convocadas para receber o imunizante, totalizando cerca de 83 mil doses.

Segundo informações divulgadas na coletiva, embora parte dos 42 eventos adversos graves tenha sido registrada nas áreas que participaram da estratégia ampliada, os três casos mais graves não ocorreram nesses locais.

“Dos três casos graves que levaram à internação, nenhum deles é das cidades da estratégia ampliada. Ocorreram na estratégia de vacinação dos profissionais da atenção primária à saúde”, disse.

O ministro também afirmou que nenhum dos dois óbitos investigados foi registrado nas regiões onde houve vacinação em massa.

“Não são nem das três cidades de vacinação ampla nem da região de Tocantins. Dessas quatro regiões, não tivemos nenhum caso de óbito com relação temporal à vacina”, afirmou.

De acordo com o governo federal, as localidades que participaram da vacinação ampliada também não apresentaram a mesma proporção de eventos adversos graves observada no conjunto nacional de vacinados.