O candidato do partido Missão à Presidência da República, Renan Santos, oficializou sua candidatura no sábado 1º, durante evento realizado no Komplexo Tempo, na Zona Leste de São Paulo. Em discurso, ele fez ataques ao senador Flávio Bolsonaro (PL) e ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), chamando o primeiro de “mongolóide” e o segundo de “cachaceiro senil”. Na mesma ocasião, também afirmou que, se eleito, irá “matar quem roubar“.
Ao criticar os dois adversários, Renan afirmou que o debate político de 2026 não deveria se restringir às candidaturas de Lula e Flávio Bolsonaro.
![[vídeo] renan santos oficializa candidatura à presidência e chama flávio de "mongolóide" e lula de "cachaceiro senil" | notícias do rio grande do norte Renan Santos aparece durante evento do partido Missão que marcou o lançamento de sua candidatura à Presidência](https://agorarn.com.br/files/uploads/2026/08/renan-santos-830x468.jpg)
“Nós não precisamos ser refém de um debate político em 2026, construído entre um mongolóide como Flávio Bolsonaro e um cachaceiro senil como Lula. Não precisa, não precisa, não precisa.”
Na sequência, o candidato voltou a direcionar críticas ao senador.
“Flávio Bolsonaro, com seu QI baixíssimo, fez uma campanha falando que eu não tenho faculdade. Então tá bom, olha só, eu larguei minha faculdade de Direito na USP, você é todo pós-graduado. Debate comigo, ideias, eu prometi pra ele, não vou te chamar de ladrão. O que mais eu preciso fazer? Eu dou 10 minutos pra ele falar de economia, eu falo 3, é o suficiente.”
Ainda durante o discurso, Renan fez referência ao presidente Lula.
“Eu sou analfabeto, não sou? Não tenho faculdade? Mesma coisa com o Lula, eu ainda dou um handicap porque ele tá véio.”
O candidato também apresentou propostas para a área de segurança pública. Ao defender que a população possa adquirir bens sem o risco de perdê-los para criminosos, afirmou:
“E ninguém vai roubar nada que é seu, porque nós vamos matar quem roubar.”
Segundo Renan Santos, a segurança pública será um dos principais pilares de sua candidatura. Ele defende uma política que classificou como de “tolerância zero” contra o crime.
Após o evento, o candidato declarou que o Brasil vive uma situação de “guerra” na área da segurança pública. Segundo ele, criminosos que reagirem de forma armada contra policiais deverão enfrentar resposta proporcional das forças de segurança. Renan afirmou ainda que prefere que os suspeitos se entreguem para evitar confrontos e mortes, inclusive entre policiais.
Confira o vídeo:
Cinco metas de governo
Durante o lançamento, o candidato apresentou cinco objetivos para um eventual mandato:
- Reduzir o número de homicídios no Brasil para menos de 10 mil por ano;
- Impedir que os juros ultrapassem 6% e alcançar superávit nominal;
- Fazer com que nenhum estado tenha mais pessoas recebendo o Bolsa Família do que trabalhadores no mercado formal;
- Reduzir em 6 mil o número de favelas e retirar 8 milhões de pessoas dessas comunidades;
- Garantir a alfabetização de nove em cada dez crianças.
O evento também foi marcado por críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e à família Bolsonaro.
Campanha aposta nas redes sociais
Renan Santos disputará a Presidência sem alianças com outras siglas. A estratégia da campanha será concentrada no engajamento digital, na participação em debates e na realização de viagens por cidades brasileiras.
Por não ter superado a cláusula de barreira, o Missão não terá direito à propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão. Segundo a CNN Brasil, o partido terá R$ 3,3 milhões do fundo eleitoral.
Embora o lançamento público tenha ocorrido no sábado, as formalidades jurídicas da convenção partidária foram realizadas em 20 de julho. Criado em 2025, o Missão tem o número 14 e é presidido nacionalmente por Renan Santos, conforme o Tribunal Superior Eleitoral.