A Receita Federal informou que cerca de 2,2 milhões de declarações do Imposto de Renda de 2026, referentes ao ano-base 2025, ficaram retidas na malha fina. O número corresponde a aproximadamente 5% das 44,39 milhões de declarações entregues dentro do prazo, encerrado em 29 de maio.
Segundo o supervisor nacional do Imposto de Renda, José Carlos da Fonseca, o percentual ficou em linha com o registrado nos últimos anos, embora o início do período de entrega tenha apresentado um volume maior de inconsistências. “No final de março, quase 11% das declarações estavam retidas em malha, quando o normal era entre 8% e 9%”, afirmou. De acordo com ele, o índice caiu ao longo dos meses após correções realizadas pelas empresas.

A principal mudança neste ano foi o fim da Declaração do Imposto sobre a Renda Retido na Fonte (Dirf), utilizada por décadas para informar rendimentos pagos aos trabalhadores. Com a extinção do documento, a Receita passou a utilizar dados do eSocial e da EFD-Reinf, o que gerou erros de classificação em parte das informações enviadas pelas empresas.
“Isso acabou fazendo com que muitas declarações ficassem em malha e que a declaração pré-preenchida apresentasse informações divergentes. Um bom número de empresas precisou retificar os dados enviados”, explicou Fonseca.
A Receita orienta os contribuintes que tiveram a declaração retida a consultar o Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte (e-CAC), utilizando uma conta Gov.br nos níveis prata ou ouro. No sistema, é possível verificar qual foi a divergência identificada pelo Fisco e quais providências devem ser adotadas para