O secretário municipal de Saúde de Natal, Geraldo Pinho, reagiu neste sábado 6 às críticas recentes que recebeu do presidente do Sindicato dos Médicos do Rio Grande do Norte (Sinmed-RN), Geraldo Ferreira. Em nota, o gestor disse que não irá responder com ataques pessoais, mas classificou o dirigente sindical como um “verdadeiro ditador sindical”.
“Eu não vou descer ao nível dos ataques pessoais. Mas afirmo: Dr. Geraldo Ferreira se comporta como um verdadeiro ditador sindical e isso não pode ser aceito em silêncio!”, afirmou Pinho.

Na sexta-feira 5, em entrevista à TV Agora RN, Geraldo Ferreira acusou o secretário de Saúde de agir como “capataz” das empresas Justiz e Proseg – que passaram a ser responsáveis pelo fornecimento de mão de obra médica em unidades municipais, substituindo a Cooperativa Médica (Coopmed). O Sindicato dos Médicos tem se posicionado contra a mudança nos contratos.
Desde o início da semana, quando as novas empresas começaram a operar em Natal, médicos se recusam a aderir aos contratos propostos pelas empresas. Segundo o presidente do Sinmed, os contratos oferecidos aos médicos “têm toda característica de trabalho escravo”, com cláusulas que incluem multas e restrições consideradas abusivas.
Coopmed e monopólio
O secretário lembrou que Ferreira foi fundador e presidente da Coopmed, cooperativa que deixou de prestar serviços após perder espaço para empresas contratadas emergencialmente pela Prefeitura do Natal. Segundo ele, a saída ocorreu “em uma licitação conduzida de forma transparente, dentro de todos os ritos legais, e que pôs fim a um monopólio”.
“Agora, após a saída da cooperativa em uma licitação conduzida de forma transparente, dentro de todos os ritos legais, e que pôs fim a um monopólio, o que se vê é a tentativa de manter influência por meio de intimidações”, disse.
Acusações de intimidação
Na nota, Pinho também citou o vazamento de mensagens em grupos de WhatsApp que envolvem Geraldo Ferreira. Para o secretário, os registros escancaram práticas de ameaça contra médicos.
“Os vazamentos de prints de WhatsApp com participação dele, divulgados pela imprensa, escancaram as ameaças feitas aos médicos. Está claro como Geraldo Ferreira se perpetua há 18 anos na presidência do sindicato: usando o medo como instrumento e perseguindo quem ousa se opor aos seus desmandos”, declarou.
Trabalho pela saúde
O secretário concluiu afirmando que, enquanto o presidente do Sinmed tenta criar instabilidade, sua gestão está voltada para manter a rede de saúde em funcionamento e avançando.
“Enquanto ele busca criar o caos, eu sigo trabalhando para que a saúde da nossa cidade continue funcionando e avançando”, afirmou Pinho.
O que disse o Sinmed
Na véspera, o presidente do Sindicato dos Médicos, Geraldo Ferreira, havia criticado duramente a gestão municipal e o modelo de terceirização adotado pela Prefeitura. Em entrevista à TV Agora RN, o dirigente sindical acusou Pinho de atuar como “capataz” das empresas Justiz e Proseg, contratadas emergencialmente no mês passado para substituir a Coopmed.
Segundo Ferreira, os contratos oferecidos aos médicos “têm toda característica de trabalho escravo”, com cláusulas abusivas que incluem multas e restrições. Ele ainda acusou a Secretaria de Saúde de perseguir médicos e de agir em defesa das empresas terceirizadas, afirmando que há “áudios e vídeos de cargos comissionados da Secretaria pedindo telefone de médico” para tentar convencê-los a aderir aos contratos.
Ferreira defendeu que a solução seria a realização de concurso público para garantir vínculos regulares e direitos trabalhistas, em vez da manutenção de contratos terceirizados. “Nós não vamos parar. Vamos devolver a saúde pública de Natal e à Secretaria de Saúde a sua legalidade”, disse.
Íntegra da nota do secretário Geraldo Pinho
“Eu não vou descer ao nível dos ataques pessoais. Mas afirmo: Dr. Geraldo Ferreira se comporta como um verdadeiro ditador sindical e isso não pode ser aceito em silêncio!
É importante lembrar que ele foi fundador e presidente da Coopmed, empresa que perdeu o contrato. Agora, após a saída da cooperativa em uma licitação conduzida de forma transparente, dentro de todos os ritos legais, e que pôs fim a um monopólio, o que se vê é a tentativa de manter influência por meio de intimidações.
Os vazamentos de prints de WhatsApp com participação dele, divulgados pela imprensa, escancaram as ameaças feitas aos médicos. Está claro como Geraldo Ferreira se perpetua há 18 anos na presidência do sindicato: usando o medo como instrumento e perseguindo quem ousa se opor aos seus desmandos.
Enquanto ele busca criar o caos, eu sigo trabalhando para que a saúde da nossa cidade continue funcionando e avançando.”
Geraldo Pinho, secretário de Saúde de Natal
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