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Tratamento precoce
Prefeito de Natal diz que não tem pressa para receber vacina porque toma ivermectina: “Estou protegido”
Apesar da declaração, não há provas científicas de que o medicamento funcione contra o coronavírus, nem muito menos previna
Redação
19/01/2021 | 19:37

O prefeito de Natal, Álvaro Dias (PSDB), afirmou na noite desta terça-feira 19 que “não tem pressa” para receber a vacina contra a Covid-19 porque está “protegido” da doença pelo fato de tomar regularmente o vermífugo ivermectina. Apesar da declaração, não há provas científicas de que o medicamento funcione contra o coronavírus, nem muito menos previna.

O chefe do Executivo municipal, que é médico, é um dos principais defensores da ivermectina no Rio Grande do Norte e tem defendido o uso do vermífugo desde o início da pandemia. Ele determinou a distribuição gratuita do remédio em todas as unidades básicas de saúde do município e até o uso “profilático” (para evitar a doença, algo também nunca provado).

Em entrevista à 96 FM, Álvaro declarou que quem toma ivermectina pode esperar mais tempo para receber a vacina, pois está “protegido”.

“Eu digo que não tenho essa pressa para tomar a vacina porque estou tomando a ivermectina. Estou protegido, tomando na dosagem e no tempo certo. Quero convocar que quem não estiver incluído no primeiro grupo que podem tomar a ivermectina dentro da dosagem preconizada de 15 em 15 dias que estará protegido e poderá aguardar as próximas doses da vacina com tranquilidade porque se estará evitando o coronavírus”, destacou.

O prefeito de Natal se envolveu em uma polêmica nesta terça-feira no que diz respeito às vacinas. Durante a tarde, Álvaro Dias anunciou que seria o primeiro a receber a vacina na campanha de vacinação contra a Covid-19 que será realizada pela gestão municipal. Após a repercussão e críticas de que estaria “furando fila”, contudo, ele voltou atrás.

“Sou médico, do grupo de risco. Estou em contato permanente com o hospital de campanha. Também me incluo dentro do grupo dos profissionais de saúde que estão em permanente contato e, portanto, sujeito a riscos de contaminação. Mas, tendo em vista que alguns grupos procuraram distorcer a disponibilidade que nós tivemos de ser o primeiro para dar o exemplo, resolvemos repensar. Eu estou protegido porque tomo a ivermectina. Então posso deixar para tomar a vacina numa etapa posterior”, afirmou o prefeito.

O prefeito destacou que, em vez de receber a vacina, deverá aplicar em algum profissional de saúde. “Tendo em vista a distorção que estão fazendo, resolvemos repensar e desistir de ser o primeiro para dar o exemplo. Ao invés de tomar, eu posso, como médico, aplicar a vacina que alguém que esteja amanhã no Nélio Dias às 8h da manhã”, complementou.

Álvaro Dias, que tem 61 anos, é médico de formação e, por isso, está no grupo prioritário para receber a vacina contra a doença causada pelo novo coronavírus. Ele foi criticado pela decisão, porém, porque não exerce atividade na área. Pelo País afora, a prioridade neste início de vacinação tem sido profissionais de saúde que atuam na linha de frente de combate ao coronavírus.

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