A coordenadora do Projeto e Secretária Executiva de Parcerias Público-Privadas da Prefeitura de Natal, Danielle Mafra, deu início a uma nova fase do Projeto Planta Natal, com um ciclo de debates envolvendo a equipe técnica do município e acadêmicos especialistas na área.
O primeiro tema abordado no encontro, que terá três vertentes, foi a diversificação de espécies a serem plantadas na capital potiguar. O biólogo da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Leonardo Versieux esteve no Espaço Natal Sustentável, onde fica o Horto Municipal, no Baldo, para conhecer as mudas produzidas atualmente pela prefeitura e debater sobre como novas espécies da flora local podem ser inseridas nos futuros plantios.

“Estamos iniciando uma rodada com três profissionais estudiosos, pesquisadores do tema arborização urbana, levando em consideração que a nossa equipe foi ampliada com técnicos de várias áreas diferentes, estagiários e a ideia é que a gente possa qualificar o nosso time para ações ainda maiores do que a gente já tem entregue”, explicou Danielle. A coordenadora também afirma que além de realizar os plantios, a ideia é promover ações de Educação Ambiental, manejos mais consistentes, diversificação de espécies, entre outras atividades.
O Professor Leonardo Versieux, biólogo da UFRN, primeiro convidado para a roda de troca de experiências, elogiou a iniciativa e disse que esse tipo de ação potencializa os resultados.
“Acho muito importante, porque esses conhecimentos podem ser trocados. A Prefeitura está produzindo e plantando mudas e nós da Universidade, temos um conhecimento mais aprofundado sobre as espécies. Então essa troca de conhecimentos é fundamental para que essa ação do Município seja o mais efetiva e sustentável possível”, explicou o especialista.
De acordo com Versieux, essa troca técnica entre a prefeitura e a universidade é importante para que as espécies adequadas sejam plantadas nos locais certos, de forma variada e também para enfrentar o problema de “modismos” com determinadas espécies que, por vezes, caem no gosto da população, mas que podem trazer malefícios para calçadas, redes de esgoto, entre outros equipamentos urbanos