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Opinião
Confira a coluna de Daniela Freire desta terça-feira, 6
Deputado Kelps Lima não deixou passar batido decreto da Prefeitura do Natal
Daniela Freire
06/10/2020 | 05:50

DE OLHO

O deputado Kelps Lima, candidato a prefeito de Natal, não deixou passar batido o decreto da Prefeitura do Natal que proíbe a realização de caminhadas, carreatas, passeatas e comícios, bem como reuniões de cunho político eleitoral com a presença de mais de 100 pessoas.

DOIS PESOS…

Afinal de contas, a decisão, que, segundo o Município, segue as recomendações da saúde e da Justiça sobre a Covid-19, contraria ações adotadas pelo próprio Executivo da capital com relação ao novo coronavírus.

TUDO LIBERADO, MENOS…

Quer dizer, para fazer campanha, da qual o prefeito participa, não pode juntar gente, mas para fazer qualquer outro tipo de atividade – bares lotados, restaurantes, academias, shoppings, salões de beleza – pode?

LOCKDOWN ELEITORAL

As medidas criticadas por Kelps estão inseridas no decreto N.º 12.074 e já estão sendo apelidadas de “lockdown eleitoral”. O deputado tem uma sugestão para explicar a ação do prefeito: “Álvaro Dias não quer ser revelado! E por isso impede de todo jeito que a imprensa faça entrevistas e que os outros candidatos façam campanha”.

ELE TEM MEDO DE QUÊ?

Certo de que o ato da Prefeitura tem embutidas questões eleitorais, Kelps Lima questionou em suas redes sociais: “O que é que Álvaro está escondendo?”. Sim, porque ele não foi ao debate da Band, quer proibir até mini-carreatas com as pessoas no interior dos veículos e ainda, segundo o parlamentar, impediu as emissoras de rádio e TV de entrevistarem os candidatos a prefeito.

PROTEGENDO

Na opinião de Kelps, “Natal está sob perigo”. “Mas a gente não vai deixar assim. Eu nasci aqui nessa cidade e vou protegê-la de você”, garantiu o adversário-mor de Álvaro Dias.

ENQUANTO ISSO…

A campanha está proibida pelo prefeito Álvaro Dias, mas ele tem ao seu lado, além da máquina pública, o maior tempo para a veiculação da propaganda eleitoral gratuita para rádio e TV: três minutos e 46 segundos, duas vezes ao dia, além de uma média de 35 inserções de 30 segundos ao longo da programação diária.

RÁPIDAS

“Flerte de Bolsonaro com mais gastos dobra dívida pública de curto prazo para R$ 1 tri”. A notícia do UOL afirma que “falta de direção no controle do endividamento e barbeiragens levam investidores a cobrar prêmio do Tesouro e a se refugiarem no dólar”.

Feitiço contra o feiticeiro? Informação do Estadão diz que base bolsonarista acusa o presidente de ‘traição’ e parte para confronto nas redes por conta da indicação de Kassio Marques para o Supremo.
Eita! Mas a Igreja Universal, de Edir Macedo, apoia indicação de Bolsonaro para o STF. E isolou Malafaia. O pastor do Rio de Janeiro chamou escolha de presidente para a corte de vergonhosa.

O CHEFE

Continuam em pauta na imprensa nacional as rusgas estabelecidas entres os ministros da Economia, Paulo Guedes, e o potiguar do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho. A informação nova é a de que o presidente Bolsonaro resolveu interferir na questão pessoalmente.

AGINDO

Servindo como “bombeiro”, o presidente recebeu em sua residência oficial, nesta segunda, Rogério Marinho. A quem pediu “cautela” ao falar sobre Guedes ou questões envolvendo o Ministério da Economia.

NA MESA

Os deputados estaduais Tomba Farias, Kelps Lima, Ubaldo Fernandes, Getúlio Rêgo e José Dias realizaram ontem reunião extraordinária da Comissão de Finanças e Fiscalização da Assembleia Legislativa. Em pauta, o Projeto de Lei nº 123/2020, de iniciativa do Governo, que dispõe sobre as diretrizes para elaboração e execução da Lei Orçamentária Anual (LOA) para o exercício 2021.

CRÍTICA

Durante a discussão, o deputado Tomba pediu a palavra para “registrar e evidenciar as renovadas tentativas do poder executivo de segregar a participação do poder legislativo na construção do orçamento”.

QUESTIONÁVEL

O parlamentar criticou especificamente a proposta no parágrafo 5 do artigo 19, que pede que as emendas parlamentares sejam disciplinadas por portarias e sejam publicadas “ignorando o mesmo tratamento constitucional dada a matéria ou quando não aceita a elaboração da execução das emendas parlamentares”.

MAIS UM

Também nesta segunda, a CFF aprovou à unanimidade o Projeto de Lei 10/2020 de iniciativa do Ministério Público. Que altera o regime disciplinar de membros do Ministério Público do Estado, previsto na Lei Complementar Estadual nº 141/1996.

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