O mercado de smartphones de luxo ganhou um novo capítulo com o lançamento de versões exclusivas do iPhone 17 Pro Max que podem ultrapassar R$ 1 milhão. Desenvolvidos pela empresa Caviar, especializada em personalizações de produtos tecnológicos de alto padrão, os aparelhos integram elementos da alta relojoaria suíça, metais preciosos e pedras raras em uma proposta voltada ao segmento de ultrarricos.
Batizada de “Masters of Time”, a coleção reúne duas edições especiais inspiradas em relógios mecânicos de prestígio internacional e transforma o smartphone mais avançado da Apple em uma peça de colecionador. Os modelos foram apresentados pela fabricante sediada em Dubai e chamam atenção por uma característica incomum: a presença de um compartimento especialmente projetado para acomodar um relógio mecânico funcional na parte traseira do aparelho.

As versões receberam os nomes Celestial e Portugieser, referências diretas a duas das mais tradicionais linhas da relojoaria suíça. Segundo informações divulgadas pela Caviar, os preços são fornecidos apenas mediante consulta. No entanto, o portal especializado Gizmo China apurou que os modelos podem atingir US$ 215.360, valor equivalente a aproximadamente R$ 1,1 milhão na cotação atual.
A versão Celestial foi inspirada nos relógios Patek Philippe da linha Celestial. O aparelho utiliza ouro branco de 18 quilates, diamantes e detalhes em esmalte azul que reproduzem a estética dos mostradores astronômicos da marca.
Um dos elementos mais exclusivos do modelo é a incorporação de um fragmento do meteorito Muonionalusta, composto por ferro e níquel. Segundo a Caviar, trata-se de um material com aproximadamente 4,5 bilhões de anos de idade, frequentemente utilizado em peças de alta relojoaria e joalheria de luxo.
A segunda versão, denominada Portugieser, presta homenagem à linha Portugieser Tourbillon Mystère Squelette da fabricante suíça IWC Schaffhausen.
Neste caso, o acabamento é ainda mais elaborado. A traseira do aparelho reúne cerca de 300 diamantes, 47 aplicações em safiras laranja e estrutura confeccionada em ouro branco de 18 quilates.
Os relógios instalados nos aparelhos não possuem apenas função decorativa. Eles podem ser removidos da traseira do smartphone e utilizados normalmente no pulso. Para isso, a estrutura conta com um sistema mecânico de encaixe, alavanca de remoção e anel de fixação desenvolvido para garantir segurança durante o transporte.
Quando o relógio é retirado, o espaço pode ser preenchido por uma placa decorativa inspirada em um astrolábio, instrumento histórico utilizado para observação astronômica.
Além dos modelos principais, a coleção inclui uma terceira edição denominada “No Time to Die”, referência ao filme mais recente da franquia 007. A versão utiliza um relógio da fabricante suíça Omega e tem preço estimado em US$ 49.640, cerca de R$ 256 mil em conversão direta. As personalizações utilizam como base o iPhone 17 Pro Max, principal smartphone da Apple atualmente disponível no mercado.
Lançado em setembro de 2025, o aparelho reúne algumas das especificações mais avançadas do portfólio da fabricante americana. O modelo conta com tela OLED de 6,9 polegadas, processador A19 Pro, sistema triplo de câmeras de 48 megapixels e armazenamento que pode chegar a 2 terabytes.
A bateria oferece autonomia de até 39 horas de reprodução contínua de vídeo, enquanto a certificação IP68 garante resistência à água e poeira.
Embora os recursos tecnológicos sejam os mesmos do modelo convencional, a estratégia da Caviar desloca o foco do desempenho para a exclusividade. A empresa atua em um nicho específico do mercado de luxo, no qual smartphones deixam de ser apenas dispositivos eletrônicos e passam a ser tratados como joias ou itens de coleção.
Nos últimos anos, a companhia lançou versões personalizadas de aparelhos inspiradas em carros esportivos, personagens históricos, obras de arte e símbolos ligados ao universo da relojoaria e da alta joalheria.
A nova coleção reforça uma tendência crescente entre fabricantes e empresas de customização: a convergência entre tecnologia, moda e artigos de luxo. Em um mercado global de smartphones cada vez mais padronizado, a exclusividade passou a ser um dos principais diferenciais para consumidores dispostos a pagar valores equivalentes aos de imóveis de alto padrão por um dispositivo móvel.
Com preços superiores a R$ 1 milhão, os novos modelos da Caviar posicionam-se entre os smartphones mais caros já comercializados no mundo, ampliando a disputa por um público que busca não apenas tecnologia, mas também status, raridade e personalização extrema.