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Flexibilização
Governo do Estado prorroga medidas de isolamento social mais rígido por 7 dias
Medida decorre dos registros diários de ocupação dos leitos de UTI e do atual índice de contágio da Covid-19 no Rio Grande do Norte; adiamento frustou entidades representativas do setor produtivo
Redação
24/06/2020 | 05:05

O Governo do Rio Grande do Norte decidiu adiar, pela segunda vez consecutiva, o início de retomada das atividades produtivas no Estado. A medida decorre da prorrogação do novo decreto de vigência das medidas de proteção e do isolamento social no enfrentamento ao novo coronavírus. O novo decreto terá validade até o 1º de julho.

“Apesar da grave situação econômica, o Governo decide prorrogar por mais sete dias as medidas, como orienta o Comitê Científico estadual”, explicou o secretário estadual de Tributação Carlos Eduardo Xavier.

A manifestação ocorre um dia depois dos Ministérios Públicos Estadual, Federal e do Trabalho recomendarem que governo e prefeituras não efetuem a retomada da economia.

O integrante do Comitê Científico e coordenador do Laboratório de Inovação Tecnológica em Saúde (Lais) da UFRN, professor Ricardo Valentim, explica que a prorrogação se baseia em dois parâmetros. O primeiro é a taxa de transmissibilidade do vírus nas várias regiões do Estado que permanece acima de 1. A segunda é a taxa de ocupação de leitos críticos, que hoje está, em média, em 85%.

Valentim esclareceu que é preciso taxa de transmissão fique abaixo de 1 e a ocupação de leitos no máximo em 70%.

“Fazemos acompanhamento diário e observamos que a velocidade de transmissão vem diminuindo, mas ainda não alcançou menos de 1 e isso ainda não se reflete na taxa de ocupação de leitos de UTI”, disse, para acrescentar: “A ocupação de leitos críticos é muito acima de 70%. Hoje os parâmetros que temos não permitem fazer a retomada das atividades normais. É preciso aguardar mais alguns dias para verificar o comportamento da ocupação de leitos, especialmente intensivos e semi-intensivos”.

O professor Ricardo Valentim também considerou que a retomada das atividades só deve ser decidida quando as medidas sanitárias em curso garantirem oferta de leitos para a previsão de demanda. “Nossa recomendação observa a prudência e a segurança”, declarou.

Frustração

Antes do anúnicio da prorrogação do isolamento social, os presindentes de entidades ligadas ao setores do comércio, transporte, hotelaria, bares e restaurantes do Rio Grande do Norte publicaram nota conjunta favorável a reabertura gradual da economia.

O início do retorno às atividades estava prevista para esta quarta, mas, como os critérios de abertura da economia não foram atingidos, o governo estadual decidiu alongar o isolamento.

As entidade produtivas do Rio Grande do Norte apontam para as diversas dificuldades enfrentadas por causa da crise gerada pela Covid-19. A queda no faturamento do Estado é de quase R$ 200 milhões. Além disso, a expectativa é de fechamento de cerca de 12 mil empresas, com estimativa de perda de 225 mil empregos.

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