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Estelionato

Polícia Civil prende suspeito de golpes com falsas vendas de imóveis em Natal

Investigação identificou ao menos 19 ocorrências; suspeito teria usado contratos de consórcio como financiamento imobiliário
Agora RN
18/08/2026 | 13:52

Golpes imobiliários envolvendo falsas vendas e financiamentos de imóveis levaram à prisão preventiva de um homem de 30 anos nesta terça-feira 18, em Natal. A Polícia Civil informou que a investigação já identificou mais de 19 ocorrências com relatos semelhantes.

Além da prisão, foram cumpridos mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao investigado. Ele é apurado por estelionato em continuidade delitiva e foi encaminhado ao sistema prisional após os procedimentos na delegacia.

Golpes imobiliários investigados pela Polícia Civil em Natal
Imagem divulgada pela Polícia Civil durante operação contra golpes com falsas vendas de imóveis em Natal — Foto: Divulgação/Polícia Civil

Como funcionavam os golpes imobiliários

Segundo a Polícia Civil, o suspeito anunciava imóveis por valores abaixo do mercado, principalmente em redes sociais e plataformas de classificados. Depois do primeiro contato, as vítimas eram levadas a um escritório comercial no Tirol, onde recebiam informações sobre uma suposta aprovação de crédito imobiliário.

A negociação avançava com a cobrança de uma entrada, depositada em conta vinculada ao investigado. Em seguida, os clientes assinavam documentos apresentados como contratos de financiamento, mas que seriam, na prática, propostas de adesão a cotas de consórcio.

Novas cobranças eram feitas sob justificativas como documentação e impostos. Conforme a investigação, os imóveis não eram entregues e os clientes deixavam de conseguir contato com o suspeito.

Idosos estão entre as vítimas

A apuração identificou pessoas idosas entre as vítimas. A Justiça também autorizou a análise de dados de aparelhos eletrônicos apreendidos, medida que poderá ajudar a identificar outras pessoas envolvidas e dimensionar os prejuízos.

Quem tiver sido vítima de ocorrência semelhante pode procurar uma unidade da Polícia Civil para registrar boletim de ocorrência ou usar o Disque Denúncia 181, de forma anônima.

Em junho, o Agora RN mostrou a prisão de um homem suspeito de aplicar um golpe de R$ 150 mil contra um idoso em Natal, em outra investigação de estelionato.

O Agora RN também noticiou a condenação de empresários por simular a venda de veículos em fraudes com consórcio no Rio Grande do Norte.

Os detalhes iniciais da ocorrência foram divulgados pelo Portal da Tropical.

A investigação aponta que, depois do pagamento da entrada, novas quantias eram solicitadas com justificativas relacionadas à documentação e a impostos. A Polícia Civil informou que os imóveis prometidos não eram entregues e que, em alguns casos, as vítimas deixavam de ter resposta do investigado.

Segundo a corporação, a prisão preventiva foi decretada após o avanço da apuração. A análise dos dispositivos eletrônicos recolhidos deverá auxiliar na identificação de outros possíveis envolvidos, no levantamento do número total de vítimas e na estimativa dos prejuízos. O caso segue sob investigação.

A Polícia Civil orienta que consumidores confirmem as condições de contratos antes de efetuar pagamentos e guardem anúncios, conversas, recibos e documentos que possam contribuir para uma eventual apuração.

Pessoas que reconheçam a dinâmica descrita pela investigação também podem repassar informações, de forma anônima, ao Disque Denúncia 181.

A polícia apura se houve a participação de outras pessoas no esquema e quantas vítimas podem ter sido atingidas. Os dados extraídos dos equipamentos apreendidos serão confrontados com os registros de ocorrência já reunidos durante a investigação.

Conforme a investigação, o suspeito teria continuado a atrair clientes mesmo após prestar esclarecimentos à polícia e tomar conhecimento da apuração. Esse comportamento, segundo a corporação, foi considerado no pedido de prisão preventiva, além da repetição dos relatos reunidos durante o inquérito.

A polícia pede que possíveis vítimas procurem uma delegacia, registrem a ocorrência e apresentem os documentos relacionados às negociações, para que os dados possam ser incorporados ao inquérito.

As informações serão avaliadas pelas equipes responsáveis pelo caso, que também buscam esclarecer a rota dos pagamentos e a eventual participação de terceiros.