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Saúde ocular

Glaucoma e retinopatia diabética exigem diagnóstico precoce

Oftalmologista alerta que diagnóstico precoce é principal forma de evitar danos permanentes à visão
Por O Correio de Hoje
10/07/2026 | 14:33

O glaucoma e a retinopatia diabética estão entre as principais causas de perda de visão e cegueira no Brasil e podem evoluir de forma silenciosa, sem apresentar sintomas nas fases iniciais. No Dia Mundial da Saúde Ocular, celebrado nesta sexta-feira 10, o oftalmologista Márcio Florêncio alerta que o diagnóstico precoce é a principal forma de preservar a visão e evitar danos permanentes.

Segundo o especialista, o glaucoma é uma doença crônica que provoca lesões no nervo óptico, geralmente associadas ao aumento da pressão intraocular. Como a doença costuma evoluir sem dor ou alterações perceptíveis na visão, muitos pacientes só descobrem o problema quando parte da visão já foi comprometida de forma irreversível.

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Consultas periódicas e exames como a medição da pressão ocular e o mapeamento de retina são essenciais para identificar doenças - Foto: Reprodução

“O paciente não sente dor, não percebe perda de visão de imediato. Quando nota que algo está errado, geralmente já houve dano irreversível ao nervo óptico. Por isso chamamos de ‘ladrão silencioso da visão’, ele rouba a visão aos poucos, sem avisar”, explica Márcio Florêncio.

O médico ressalta que o glaucoma é a principal causa de cegueira irreversível no mundo, mas afirma que o avanço da doença pode ser controlado quando identificado precocemente. Os principais fatores de risco são histórico familiar, idade acima de 40 anos, pressão intraocular elevada, miopia elevada e diabetes.

De acordo com o especialista, o exame oftalmológico de rotina, com medição da pressão ocular e avaliação do nervo óptico, é a única forma de identificar a doença antes do aparecimento dos sintomas.

Outra enfermidade que exige atenção é a retinopatia diabética, complicação provocada pelo diabetes que afeta os vasos sanguíneos da retina e pode causar perda progressiva da visão. Assim como o glaucoma, a doença costuma evoluir de forma silenciosa.

“Muitos pacientes só descobrem a retinopatia quando já apresentam manchas ou perda de campo visual. O pior é que, nessa fase, o dano já está instalado. Todo diabético precisa fazer o mapeamento de retina anualmente, mesmo sem sintomas”, alerta o oftalmologista.

Entre os principais sinais de alerta da retinopatia diabética estão visão embaçada ou flutuante, manchas escuras no campo visual, dificuldade para enxergar à noite e perda súbita da visão nos casos mais avançados. Segundo o médico, manter o diabetes controlado, assim como a pressão arterial e o colesterol, reduz significativamente o risco de desenvolver a doença.

Márcio Florêncio orienta que pessoas com mais de 40 anos realizem consultas oftalmológicas anuais, enquanto pacientes diabéticos devem fazer o mapeamento de retina todos os anos, independentemente da idade. Quem possui histórico familiar de glaucoma também deve iniciar o acompanhamento mais cedo.

“A visão é um dos nossos sentidos mais preciosos. Muitas doenças oculares têm tratamento, mas o tempo é fator determinante. Quanto antes descobrimos, maiores as chances de preservar a visão. O exame simples, rápido e indolor pode fazer toda a diferença”, afirma.