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Eleições

Futuro político de Antenor Roberto ainda é incerto

PCdoB luta para que vice-governador ocupe pelo menos a 1ª suplente ao Senado Federal
Adenilson Costa | Repórter de Política
14/05/2022 | 09:29

Com a vaga de vice-governador entregue ao deputado federal Walter Alves (MDB), na chapa majoritária encabeçada pela governado Fátima Bezerra (PT), o atual vice da gestora petista, Antenor Roberto (PCdoB), está com seu futuro político incerto. O PCdoB no Rio Grande do Norte vem travando uma batalha por espaço na majoritária, que busca a reeleição da gestora petista.

Em entrevista exclusiva ao AGORA RN, nesta sexta-feira 13, o presidente estadual do PCdoB, Divanilton Pereira, declarou que o partido, teve várias tratativas no plano local e nacional sobre o futuro papel do atual vice-governador Antenor Roberto. A expectativa é que tais entendimentos se concretizem, efetivando-o como o primeiro suplente de Carlos Eduardo Alves (PDT) ao Senado Federal.

Futuro político de Antenor Roberto ainda é incerto - Agora RN
Divanilton: “O partido reorganiza suas energias pelo seu fortalecimento”

“A continuidade da exitosa participação de Antenor Roberto na vice-governadoria, seria a expressão de uma amálgama programática mais sólida, publicamente visível entre ele e a governadora. Apesar da nossa divergência pela escolha, respeitamos. Porém, o partido reorganiza as suas energias pelo seu fortalecimento e em torno dele, se remotiva e já se lançou em busca dos nossos objetivos políticos e eleitorais deste ano. A história responderá sobre as opções feitas por alguns”, ressaltou.

Questionado se, caso Antenor Roberto não ocupe a vaga de 1ª suplência ao Senado Federal, ele poderá concorrer a algum cargo eletivo nas eleições desse ano, o presidente estadual do PCdoB foi enfático. “Não consideramos essa hipótese. O PCdoB, conforme sinalizações anteriores, reivindica a 1ª suplência”, afirmou.

“Antenor Roberto é um partícipe ativo na gestão estadual. A governadora atribuiu a ele inúmeras missões, com destaque para a elaboração do plano estadual da segurança pública. Além disso, a convite da própria governadora Fátima Bezerra, está sempre presente em diversos outros eventos governamentais, principalmente, nos das realizações da gestão em vários municípios”, explicou.

Ele reiterou que Antenor, além de ser servidor público e vice-governador, é um ativo do quadro político local e nacional do PCdoB. E como tal, está à disposição para integrar a disputa eleitoral deste ano e ser o 1º suplente de Carlos Eduardo.
“A militância e o sistema diretivo do PCdoB potiguar já deram publicidade às nossas opiniões. Elas estão fundamentadas de que esse inédito ciclo inaugurado por Fátima e Antenor em 2018, tenha uma larga longevidade que possibilite a efetivação de um projeto estadual de desenvolvimento. Sem isso, provavelmente, ficaremos disputando narrativas sobre o modo das gestões”, disse.

‘Fragilização da oposição é consequência da escolha de Fátima’, diz
Sobre o fato da governadora Fátima Bezerra e sua equipe ter escolhido Carlos Eduardo Alves para o Senado, ao invés de optar por Rafael Motta (PSB), aliado da governadora a nível local e nacional, inclusive com o PSB indicando Geraldo Alckmin para ser o vice de Lula (PT), Divanilton Pereira explicou que respeita a legitimidade dos partidos do campo situacionista, em apresentar suas aspirações.

“Contudo, nesse processo eleitoral com novos ingredientes – sem coligações proporcionais, federações partidárias – algumas fases das tradicionais campanhas foram antecipadas. Já houve o tempo dos partidos – nominatas, janelas partidárias, composições majoritárias – e se deu largada mais intensamente o tempo da política”, disse.

E continuou enfatizando que, “rever estratégias eleitorais, repito, tem legitimidade, mas neste momento fragiliza o alcance dos objetivos prioritários do bloco governista que é reeleger Fátima Bezerra e derrotar o bolsonarismo local, em particular a sua maior representação, o pré-candidato ao Senado, Rogério Marinho”.

Segundo o presidente estadual do PCdoB, nessa direção, ele não considera que haja contradição e que a governadora Fátima Bezerra fez a sua escolha com base nos objetivos maiores. “A atual fragilização da oposição é consequência da correta escolha feita pela governadora por Carlos Eduardo Alves”, finalizou.