A estreia da seleção do Irã na Copa do Mundo foi marcada por um protesto realizado nesta segunda-feira 15 por membros da comunidade iraniano-americana em frente ao estádio onde a equipe enfrenta a Nova Zelândia, nos Estados Unidos.
A manifestação ocorreu nas proximidades de Los Angeles, região que concentra a maior comunidade iraniana fora do Irã. Muitos dos moradores do sul da Califórnia chegaram ao país após a Revolução Islâmica de 1979. Um centro comercial localizado a cerca de 16 quilômetros do estádio é conhecido como “Tehrangeles”.

Os manifestantes se reuniram no local onde a seleção iraniana disputa a partida de estreia. Segundo informações de agências internacionais, parte do grupo possuía ingressos para assistir ao jogo, enquanto outros não.
A participação do Irã no torneio ocorre em meio a conflitos relacionados à guerra do país com forças americanas e israelenses. No domingo 14, o presidente Donald Trump anunciou que os Estados Unidos chegaram a um acordo com o Irã para encerrar a guerra e abrir o Estreito de Ormuz.
O conflito, iniciado em 28 de fevereiro por Estados Unidos e Israel, afetou a região e impactou o fornecimento de petróleo e gás natural do Golfo Pérsico.
Após o início da guerra, a seleção iraniana transferiu sua base de treinamento de Tucson, no Arizona, para o México. Além disso, alguns dirigentes do futebol iraniano não receberam vistos para entrar nos Estados Unidos.
Entre integrantes da diáspora, há posições distintas sobre a forma de demonstrar apoio ao povo iraniano, separando esse posicionamento do governo, em meio à participação da seleção na Copa do Mundo.