Uma médica de 57 anos foi presa na Polônia após a descoberta de 34 fetos humanos enterrados no jardim de uma antiga residência de sua propriedade. O caso, revelado pelas autoridades nesta segunda-feira 15, gerou forte repercussão no país e está sendo investigado pelo Ministério Público.
Identificada como Magdalena H., a suspeita não possui antecedentes criminais e é investigada por supostamente utilizar os fetos em experimentos. Caso seja condenada, poderá cumprir pena de até 12 anos de prisão.

A descoberta ocorreu após promotores receberem uma denúncia sobre a presença de resíduos médicos durante obras realizadas no imóvel localizado em Lutoryz, no sudeste da Polônia. A partir da informação, foi realizada uma operação de busca que mobilizou dezenas de policiais, além do uso de cães farejadores e equipamentos de detecção.
Durante as escavações, foram encontrados pelo menos 34 fetos enterrados na área externa da residência.
Segundo a Promotoria do distrito de Rzeszów, há indícios de que os materiais biológicos possam ter sido utilizados em experimentos, hipótese que ainda está sendo apurada pelas autoridades.
As acusações contra a médica incluem vilipêndio de cadáver, descarte irregular de resíduos e armazenamento inadequado de materiais considerados perigosos.
O caso também despertou questionamentos no país sobre a origem dos fetos, especialmente porque a Polônia possui uma das legislações mais restritivas da Europa em relação ao aborto. Até o momento, contudo, os investigadores afirmam não haver provas de que o material tenha sido obtido por meio de procedimentos ilegais.
Detida na última sexta-feira, a médica teve a prisão preventiva decretada por três meses. Conforme informado pelas autoridades, ela negou as acusações, mas admitiu ter enterrado os fetos e outros resíduos médicos encontrados na propriedade.
As investigações seguem em andamento.