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Mundo

Médica é presa após polícia encontrar 34 fetos enterrados em jardim na Polônia

Investigação apura suspeita de experimentos com material biológico; caso provoca repercussão nacional e pode render até 12 anos de prisão
Redação
15/06/2026 | 20:38

Uma médica de 57 anos foi presa na Polônia após a descoberta de 34 fetos humanos enterrados no jardim de uma antiga residência de sua propriedade. O caso, revelado pelas autoridades nesta segunda-feira 15, gerou forte repercussão no país e está sendo investigado pelo Ministério Público.

Identificada como Magdalena H., a suspeita não possui antecedentes criminais e é investigada por supostamente utilizar os fetos em experimentos. Caso seja condenada, poderá cumprir pena de até 12 anos de prisão.

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Policiais encontraram 34 fetos humanos enterrados no jardim de uma antiga residência pertencente à médica investigada na Polônia Foto: Polícia de Rzeszów

A descoberta ocorreu após promotores receberem uma denúncia sobre a presença de resíduos médicos durante obras realizadas no imóvel localizado em Lutoryz, no sudeste da Polônia. A partir da informação, foi realizada uma operação de busca que mobilizou dezenas de policiais, além do uso de cães farejadores e equipamentos de detecção.

Durante as escavações, foram encontrados pelo menos 34 fetos enterrados na área externa da residência.

Segundo a Promotoria do distrito de Rzeszów, há indícios de que os materiais biológicos possam ter sido utilizados em experimentos, hipótese que ainda está sendo apurada pelas autoridades.

As acusações contra a médica incluem vilipêndio de cadáver, descarte irregular de resíduos e armazenamento inadequado de materiais considerados perigosos.

O caso também despertou questionamentos no país sobre a origem dos fetos, especialmente porque a Polônia possui uma das legislações mais restritivas da Europa em relação ao aborto. Até o momento, contudo, os investigadores afirmam não haver provas de que o material tenha sido obtido por meio de procedimentos ilegais.

Detida na última sexta-feira, a médica teve a prisão preventiva decretada por três meses. Conforme informado pelas autoridades, ela negou as acusações, mas admitiu ter enterrado os fetos e outros resíduos médicos encontrados na propriedade.

As investigações seguem em andamento.