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Demandas

Em dia de protesto, Femurn aponta principais demandas de prefeitos após queda de FPM

Em entrevista, presidente da Femurn Luciano Santos afirmou que alterações legislativas prejudicaram prefeituras no RN
Redação
30/08/2023 | 11:36

A diminuição significativa no Fundo de Participação dos Municípios (FPM), registrada em agosto com uma queda de 11,70%, de acordo com dados divulgados pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM), tem gerado preocupação entre os prefeitos do Rio Grande do Norte. Eles enfrentam dificuldades para quitar a folha salarial e manter serviços essenciais em seus municípios.

O presidente da Federação dos Municípios do Rio Grande do Norte (Femurn), Luciano Santos, explicou as principais demandas dos prefeitos que levaram à manifestação que paralisou as administrações municipais nesta quarta-feira, 30 de agosto. Ele mencionou alterações constitucionais e projetos em andamento no Congresso Nacional como pontos críticos.

Luciano Santos FEMURN (8)
Luciano Santos, presidente da Femurn / Foto: José Aldenir

“Estamos com algumas pautas consideradas essenciais para as atividades dos municípios, especialmente a PEC 25, que é o projeto que está tramitando no congresso. Esse movimento tem essa finalidade de despertar os nossos parlamentares para esta emenda que altera o artigo 159 da Constituição Federal.”

“Atualmente, o Fundo de Participação dos Municípios (FPM) é composto por 22,5% do montante arrecadado com o Imposto de Renda de pessoas físicas, jurídicas e do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), com acréscimos que podem atingir 24%. No entanto, queremos que essa porcentagem seja fixada em 24% de forma permanente. Isso permitiria aos prefeitos planejar de maneira mais eficiente”, disse Santos em uma entrevista à rádio 94 FM.

“O governo federal apresentou um projeto de lei à Câmara Federal que excluiu os municípios em relação ao regime próprio previdenciário. Muitos municípios aderiram erroneamente a esse regime para evitar a alíquota de 21% que pagam sobre a folha de pagamento ao regime geral da previdência social. E aí, o que aconteceu? o Governo Federal estabeleceu uma alíquota máxima para seu regime, deixando os municípios de lado.”

Outras pautas abordadas incluem o PL 98, que trata da Lei de Responsabilidade Fiscal, e a Lei da Reforma Tributária, a PEC 45. Segundo Santos, municípios maiores obtiveram vantagens significativas na nova proposta, enquanto os menores viram sua representatividade diminuir.

“Nesta reforma tributária, enfrentamos problemas quando o projeto passou pela Câmara dos Deputados. Os grandes municípios conseguiram benefícios em detrimento dos pequenos. No entanto, algumas questões ainda estão em tramitação. Esperamos que o Senado possa restabelecer o que perdemos.”

A chamada “imunidade tributária” também é um dos desejos dos gestores públicos municipais, aponta o presidente da Femurn. A proposta sugere que as compras do poder público tenham descontos tributários.”As clínicas privadas, que tem finalidades lucrativas, compram com o mesmo preço e valor agregado. Se os impostos são públicos, porque os prefeitos e os governos do estado e federal tem que pagar também impostos, se são deles os impostos? Então, estamos pedindo a imunidade plena. Estamos lutando por isso.”

PROJETOS REFERIDOS PELA FEMURN:

• PEC Nº 25/2022 – Altera o art. 159 da Constituição para aumentar em 1,5 pp. o FPM – passando de 22,5% para 24%;
• PL Nº 2.384/2023 – Dispõe, entre outros aspectos, sobre a conformidade tributária no âmbito da Secretaria Especial da Receita Federal do Brasil no Ministério da Fazenda Nacional;
• PLP Nº 98/2023 – Exclui da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) o raciocínio do conjunto da despesa com pessoal das empresas prestadoras de serviços terceirizados;
• PEC Nº 45/2019 – Reforma Tributária Nacional. Atualmente aguardando apreciação pelo Senado.
Reivindicações:
a) Imunidade Tributária Plena (Isenção de: ICMS, IR, IPI, PIS/PASEP e COFINS);
b) Equilíbrio Tributário – Pelo fim da guerra fiscal entre os estados.
• PL Nº 334/2023 – Estabelece a redução de alíquota para 8% das contribuições sociais a serem pagas ao Regime Geral de Previdência Social (RGPS) pelos municípios com menos de 142.633 habitantes.

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