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Política Nacional

Defesa de Lulinha pede arquivamento de investigação sobre fraude no INSS

Advogados afirmam que filho do presidente Lula não tem relação com o esquema investigado pela Polícia Federal; análise de materiais apreendidos deve avançar apenas em 2027
Por O Correio de Hoje
17/07/2026 | 16:46

A defesa de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, voltou a solicitar o encerramento da investigação que apura uma possível ligação do filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com o esquema de descontos indevidos em benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

O pedido ocorre após a Polícia Federal (PF) concluir o primeiro inquérito relacionado ao caso e indiciar 48 pessoas por suspeitas envolvendo irregularidades nos descontos aplicados a aposentados e pensionistas.

Lulinha
Empresário Fábio Luís Lula da Silva

Lulinha, porém, é alvo de uma investigação separada, na qual a PF apura se ele teria atuado como sócio oculto do empresário Antônio Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”. A defesa nega qualquer participação do filho do presidente nas irregularidades.

“Esperamos, enfim, que a PF reúna toda a equipe necessária para investigar e encerrar esse assunto o quanto antes. No caso de Fabio, acho que vão arquivar em breve. Ele não tem relação direta ou indireta com absolutamente nenhum malfeito do INSS”, afirmou o advogado Marco Aurélio Carvalho ao jornal O Estado de S. Paulo.

Segundo o defensor, Lulinha foi colocado à disposição da Polícia Federal e do Supremo Tribunal Federal (STF) para prestar esclarecimentos, mas ainda não foi chamado para depor.

Defesa busca reunião com direção da PF

No início de julho, os advogados solicitaram uma reunião com o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. A intenção é apresentar os argumentos de que não haveria justa causa para a continuidade do inquérito e pedir formalmente o arquivamento da investigação.

O encontro, no entanto, ainda não ocorreu devido a incompatibilidade de agendas, segundo a defesa.

A Polícia Federal informou ao ministro André Mendonça, relator do caso no STF, que a análise dos dados obtidos por meio da quebra dos sigilos de Lulinha e dos materiais apreendidos durante a Operação Sem Desconto deve avançar somente no próximo ano.

Investigação segue em fase de análise

De acordo com a PF, a demora ocorre porque os procedimentos envolvendo investigados presos ou submetidos a medidas judiciais restritivas têm prioridade. Como Lulinha permanece em liberdade e não possui restrições impostas pela Justiça, a análise do material relacionado ao caso dele deve ocorrer posteriormente.

A possibilidade de prolongamento da investigação preocupa aliados do presidente Lula. Entre integrantes do PT, há a avaliação de que a manutenção do caso em andamento pode gerar desgaste político ao manter suspeitas em circulação durante o período eleitoral.