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Laudo descarta estupro em morte de bebê de 10 meses em Fortaleza e aponta asfixia

Perícia não encontrou sêmen ou material genético dos suspeitos; investigação passou a tratar o caso como homicídio culposo
Redação
17/07/2026 | 17:04

O laudo pericial sobre a morte de uma bebê de 10 meses em Fortaleza apontou que não houve estupro e indicou asfixia como causa da morte. O exame foi divulgado nesta sexta-feira 17 pela Perícia Forense do Ceará (Pefoce).

A Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará (SSPDS) informou que os exames realizados não identificaram presença de sêmen ou material genético dos dois homens presos no corpo da criança. O exame sexológico também não apontou ocorrência de violência sexual.

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Laudo pericial diz que bebê de 10 meses morreu asfixiada e que não houve estupro. — Foto: Governo do Ceará/Reprodução

Inicialmente, o caso era investigado pela Polícia Civil como “estupro de vulnerável seguido de morte”. Após a conclusão dos laudos, a investigação passou a tratar a ocorrência como homicídio culposo, quando não há intenção de matar.

Os dois homens presos foram identificados como Francisco Ray Rodrigues Magalhães, de 22 anos, e Roberto Levy Oliveira Magalhães, de 26 anos. Francisco Ray tinha um relacionamento com a mãe da criança, enquanto Roberto Levy é primo dele.

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A Justiça do Ceará converteu a prisão em flagrante dos dois em prisão preventiva na terça-feira 14.

Segundo a SSPDS, as prisões foram realizadas inicialmente com base em informações de um documento produzido pelo hospital particular onde a bebê foi atendida, que apontava suspeita de violência sexual. Com a conclusão dos exames da Pefoce, a hipótese foi descartada.

“A investigação conduzida pela Delegacia de Combate à Exploração da Criança e do Adolescente (Dececa) concluiu tratar-se de homicídio culposo, descartando com base nos laudos periciais a ocorrência de violência sexual contra a criança”, informou a Polícia Civil em nota.

Morte ocorreu em casa

A bebê morreu na casa onde Francisco Ray morava. A mãe da criança estava no local no momento da ocorrência e relatou que acreditou inicialmente que a filha estivesse engasgada.

Ela acionou a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros, mas, diante da demora no atendimento, levou a criança por conta própria até uma unidade de saúde.

A defesa de Francisco Ray afirmou que o resultado da perícia confirma a versão apresentada inicialmente. Segundo a advogada Gleicy Kelly Leitão, a causa da morte seria compatível com a hipótese de que Roberto Levy teria causado a asfixia ao deitar sobre a criança enquanto estava embriagado.

A Polícia Civil informou que as investigações continuam para esclarecer as circunstâncias da morte.