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Decisão

TSE manda remover vídeo que associa Flávio a PCC e lavagem de dinheiro

Na avaliação do ministro, o conteúdo ultrapassou os limites admitidos para a crítica política
Redação
18/07/2026 | 05:15

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, determinou a retirada de um vídeo que relacionava o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) e a supostas práticas de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e peculato.

O material foi produzido pelo influenciador Thiago dos Reis Pereira dos Santos, responsável pelo canal e pelo site Plantão Brasil. Na avaliação do ministro, o conteúdo ultrapassou os limites admitidos para a crítica política, uma vez que Flávio não é investigado, indiciado nem denunciado pelos crimes mencionados na publicação.

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TSE manda remover vídeo que associa Flávio a PCC e lavagem de dinheiro - Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A decisão liminar atendeu parcialmente a uma representação apresentada pelo Diretório Nacional do PL. O partido classificou o conteúdo como desinformação e propaganda eleitoral negativa antecipada.

Intitulado “PF pega ligação de Bolsonaros com PCC e Bolsonaro se desespera e joga Flávio na fogueira!! Traições”, o vídeo foi publicado em 26 de junho no site e no canal do Plantão Brasil no YouTube. Segundo os números apresentados pelo PL, o material acumulou aproximadamente 152 mil visualizações, 25 mil curtidas e 1.137 comentários em cinco dias.

Na gravação, Thiago dos Reis afirma que Flávio praticaria “crime de rachadinha” e que, “em uma tacada só, ele rouba 134 milhões”. O influenciador também diz que a Polícia Federal investigaria o senador por lavagem de dinheiro e evasão de divisas, além de associá-lo ao recebimento de recursos ligados ao PCC.

Na representação, o PL argumentou que as acusações foram apresentadas como fatos comprovados, e não como possibilidades ou questionamentos. Para a legenda, a publicação violou a Lei das Eleições e as resoluções do TSE ao divulgar informações falsas com potencial de prejudicar antecipadamente a candidatura do senador.