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Saúde

Falta de profissionais mantém leitos de UTI bloqueados e afeta cirurgias

Sindsaúde afirma que falta de enfermeiros e técnicos mantém três leitos de UTI bloqueados em hospitais estaduais e cobra convocação de concursados
Redação
18/07/2026 | 05:39

A falta de profissionais de enfermagem mantém leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) bloqueados em hospitais da rede estadual do Rio Grande do Norte e já compromete o funcionamento do Centro Cirúrgico do Hospital Santa Catarina, em Natal. A denúncia foi feita pelo Sindicato dos Trabalhadores em Saúde do Rio Grande do Norte (Sindsaúde-RN), que cobra a convocação de profissionais aprovados em concurso público para suprir o déficit de recursos humanos.

De acordo com a diretora do Sindsaúde, Ana Karla Galvão, dois leitos de UTI adulto estão indisponíveis no Hospital Santa Catarina devido à falta de profissionais responsáveis pela assistência direta aos pacientes. “Há o bloqueio desses dois leitos devido à falta de RH. Os profissionais que precisam para compor esses leitos são profissionais que prestam assistência direta ao paciente em leito intensivo. Então, falta enfermeiro e falta técnico de enfermagem.”

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Ana Karla Galvão, diretora do Sindsaúde-RN, diz que a falta de enfermeiros e técnicos mantém leitos de UTI bloqueados - Foto: Reprodução/Cazé TV

Segundo o sindicato, seriam necessários quatro técnicos de enfermagem e dois enfermeiros para que os dois leitos voltassem a funcionar e pudessem receber pacientes. A indisponibilidade dos leitos também afeta o funcionamento do Centro Cirúrgico da unidade. Conforme o Sindsaúde, uma sala cirúrgica permanece ocupada por uma paciente entubada que aguarda transferência para um leito de terapia intensiva, impedindo a realização de novos procedimentos no local.

“Não tem como fazer cirurgia numa sala que está ocupada por um paciente entubado. Não tem como tirar a paciente de lá porque lá tem os aparatos necessários para se cuidar dessa paciente. Entretanto, ocupa uma sala que seria para cirurgia.”

Ana Karla Galvão explicou que a paciente necessita de um leito de UTI e que a transferência exige uma estrutura específica devido ao risco envolvido. “E a necessidade desse paciente é um leito de UTI. Então, para se tirar um paciente que está entubado e transportar para algum lugar necessita de toda uma complexidade para se fazer isso pelo risco de morte.”

Durante a entrevista, a diretora do Sindsaúde afirmou que a falta de leitos disponíveis já teria contribuído para mortes de pacientes que aguardavam atendimento em terapia intensiva. “Três pacientes no Santa Catarina, por exemplo, no início deste mês. Três pacientes necessitando de leitos de UTI. E porque demora, devido à demora, ele agrava e vai à óbito.”

O sindicato informou que encaminhou a denúncia à Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) em 18 de maio. Segundo a entidade, até o momento o problema não foi solucionado. O Sindsaúde defende a convocação dos profissionais aprovados em concurso público para recompor as equipes das unidades hospitalares.

“No início desse mês nós tivemos na procuradoria, com o promotor de contas, com o procurador de contas, e foi visto que ainda não teve assinatura do TAG, o Termo de Ajustamento de Conduta, para que seja chamado esse pessoal, que haja convocação.”

A diretora acrescentou que, durante a reunião, também foi discutida a possibilidade de convocação dos concursados durante o período eleitoral. “E a gente viu também com ele que não existia impedimento legal, que devido à eleição não teria impedimento nenhum de convocar, já que está tendo a necessidade de pessoas para trabalhar, de RH.”

Segundo o sindicato, o problema não se restringe ao Hospital Santa Catarina. No Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel, em Natal, um leito de UTI adulto também permanece bloqueado pela falta de profissionais. “A mesma situação no Walfredo Gurgel, tem um leito de UTI adulto que está fechado.”