O esquema de segurança da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro foi reforçado nos últimos dias após a equipe responsável por sua proteção identificar um aumento no risco de episódios de hostilidade durante compromissos públicos. Segundo informações publicadas pelo jornal O Globo, a decisão foi tomada após meses de monitoramento da intensificação de ataques nas redes sociais e da avaliação de que esse cenário pode incentivar agressões presenciais.
Entre as medidas adotadas estão o aumento do efetivo de segurança, a revisão dos protocolos operacionais e mudanças nas formas de deslocamento e participação em eventos públicos. Os responsáveis pela proteção não divulgaram detalhes das alterações para preservar a eficácia do esquema de segurança.

De acordo com integrantes da equipe, os ataques direcionados à ex-primeira-dama deixaram de ocorrer de forma pontual e passaram a ser recorrentes nas redes sociais. A avaliação é de que a repetição dessas manifestações pode estimular novos episódios de hostilidade, em um fenômeno conhecido como “efeito copycat”, quando comportamentos semelhantes são reproduzidos por outras pessoas.
O monitoramento também passou a considerar não apenas ameaças diretas, mas o impacto de discursos e manifestações públicas em um ambiente de crescente polarização política. Segundo a equipe, embora a maior parte dos ataques permaneça restrita ao ambiente virtual, o histórico recente de episódios de violência política no país levou à adoção de medidas preventivas.
Nesse contexto, uma entrevista concedida pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, entrou no radar dos responsáveis pelo planejamento da segurança. Conforme pessoas envolvidas na proteção de Michelle, a preocupação não está relacionada ao parlamentar, mas à repercussão que determinadas declarações podem provocar em um cenário de polarização.
Durante a entrevista, Flávio comentou o rompimento político com Michelle Bolsonaro e afirmou que a relação familiar influenciou a maneira como conduziu o conflito. O senador disse ainda que preferiu não assistir ao vídeo divulgado pela ex-primeira-dama para não ser influenciado pelo conteúdo.
O reforço no esquema de proteção ocorre em meio ao aumento da exposição pública de Michelle Bolsonaro e ao monitoramento permanente realizado por sua equipe de segurança sobre possíveis riscos relacionados à participação em eventos e agendas institucionais.