BUSCAR
BUSCAR
Economia

Extração de ouro em Currais Novos gera 2,2 mil empregos no RN, diz secretário

Viabilidade do negócio foi impulsionada pelo preço atual do ouro no mercado internacional, que torna a extração altamente rentável
Redação
31/03/2025 | 11:53

A extração de ouro em Currais Novos já emprega quase 2.200 pessoas e se consolida como um dos maiores empreendimentos em atividade no Rio Grande do Norte.

ERRATA: O Agora RN informa que cometeu um erro ao replicar a declaração do secretário de Desenvolvimento Econômico do Rio Grande do Norte, Silvio Torquato, sobre a geração de empregos na exploração de ouro em Currais Novos. O secretário afirmou que a atividade gera 4,6 mil empregos, mas a informação correta, conforme divulgado pela empresa responsável pelo projeto, é de 2.184 postos de trabalho, entre diretos e indiretos.

currais novos
Atividade é conduzida pela empresa que assumiu o controle do projeto após a saída de uma empresa australiana durante a pandemia. Foto: Idema/Divulgação

“Lucro mesmo está tendo a comunidade de Currais Novos”, afirmou o secretário estadual de Desenvolvimento Econômico Silvio Torquato, referindo-se ao impacto direto da operação na economia local. A atividade é conduzida pela empresa Aura Minerals, que assumiu o controle do projeto após a saída de uma empresa australiana durante a pandemia.

A viabilidade do negócio foi impulsionada pelo preço atual do ouro no mercado internacional, que torna a extração altamente rentável. Para o governo estadual, o reflexo positivo não está apenas nos lucros empresariais, mas principalmente no número de empregos gerados e na movimentação econômica local.

O secretário também enfatizou que o Estado acompanha de perto o desenvolvimento do projeto e vê na mineração uma frente de geração de renda importante para o interior do Rio Grande do Norte.

Aura Minerals

A Aura Minerals anunciou o início das operações e da fase de ramp-up da Mina Borborema, em Currais Novos, no Rio Grande do Norte. O projeto, construído em 19 meses, deve atingir a produção comercial no terceiro trimestre de 2025 e tem expectativa de gerar entre 33 mil e 40 mil onças de ouro no primeiro ano. A mina emprega aproximadamente 2.184 pessoas direta e indiretamente, sendo 68% da comunidade local.

A empresa mantém um programa de treinamento de operadores para qualificar profissionais na operação da planta. “A Companhia segue empenhada em expandir esse percentual, promovendo o empreendedorismo e o crescimento econômico regional”, informou a Aura.

Rodrigo Barbosa, presidente e CEO da Aura Minerals, afirmou que a mina é o segundo projeto greenfield da empresa e destacou a execução dentro do prazo e orçamento. “Borborema, que tem potencial para ser a operação com um dos menores custos da companhia, foi construída dentro do prazo e do orçamento, em apenas 19 meses, e sem nenhum acidente com afastamento durante este período”, disse.

A expectativa da empresa é que Borborema se torne sua segunda maior operação em produção anual. O estudo de viabilidade da mina aponta uma produção estimada de 748 mil onças de ouro ao longo de 11,3 anos de vida útil, com possibilidade de expansão. Segundo Barbosa, a taxa interna de retorno pós-impostos é de 41,8% em base desalavancada e pode chegar a 81,4% com alavancagem de 50%. “Vale ressaltar que esses indicadores ainda não consideram o relevante potencial adicional de crescimento futuro das reservas, especialmente após a realocação da estrada”, afirmou.

A empresa também enfatizou as práticas ambientais da operação, como o uso de água de reúso e fontes de energia renováveis. “Borborema também se destaca como referência global em ESG”, afirmou Barbosa. O projeto é um dos cinco ativos em operação da Aura Minerals, que atua na exploração de ouro e metais básicos nas Américas.

NOTÍCIAS RELACIONADAS