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Política

Declaração de Belém define 1ª agenda conjunta para defesa da Amazônia

Brasil fixou meta de alcançar desmatamento zero em 2030
Redação
09/08/2023 | 08:38

Os oito países amazônicos assinaram nesta terça-feira 8 a Declaração de Belém, um documento que balizará a primeira agenda conjunta para a região.

As primeiras reações ao texto ficaram divididas entre dois extremos. Por um lado, o documento recebeu elogios por tocar nos temas fundamentais para a preservação do bioma e por sinalizar, pela 1ª vez, a elaboração de uma agenda conjunta entre Brasil, Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana, Peru, Suriname e Venezuela.

lula amazonia belem
Presidente Lula em Belém (PA) - Foto: Ricardo Stuckert / PR

Mas foi criticado por falta de metas comuns, pela falta de definição de recursos e de mais medidas concretas contra a degradação da floresta.

Entre outros pontos, os países concordaram em criar uma Aliança Amazônica de Combate ao Desmatamento, mas não definiram metas em comum.

Para perseguir o objetivo, devem cumprir os esforços dentro dos compromissos nacionais já assumidos: no caso do Brasil, a meta é alcançar o desmatamento zero em 2030.

Por outro lado, os países concordaram em cobrar que os países desenvolvidos cumpram seus compromissos de fornecer recursos financeiros para que os países em desenvolvimento enfrentem os efeitos da mudança climática provocada pela emissão de CO2 e pelos gases de efeito estufa.

O grupo dos oito países amazônicos citou a meta de mobilizar US$ 100 bilhões (valor que não foi repassado) e cobrou a criação de novas metas de contribuições.