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Confira a coluna “Desenrolando a Língua” de segunda-feira 1º

01/02/2021 | 07:59

AS CORES DOS TIMES DE FUTEBOL

As agremiações futebolísticas, por vezes, são identificadas pelas cores. O alviverde Palmeiras conquistou a Taça Libertadores da América, enfrentando o alvinegro Santos. O time que tem as cores verde e branca também pode ser chamado de “albiverde” (forma menos usada). Essa troca do “V” pelo “B”, ou vice-versa, é mais comum do que se pode imaginar na língua portuguesa; principalmente, na formação do grau absoluto sintético. Vejamos: amável – amabilíssimo; incrível – incredibilíssi mo; livre – libérrimo; miserável – miserabilíssimo; notável – notabilíssimo.

Confira a coluna “desenrolando a língua” de quinta-feira 7

VOLTANDO AOS TIMES…

A camisa da seleção argentina é alviceleste (branca e azul). O termo “azulino” identifica o CSA, de Alagoas. As duas expressões soam melhor que “alvicerúleo”.

O ACORDO ORTOGRÁFICO

Muito cuidado, pois “alviverde”, “alvinegro” e “alviceleste” não apresentam curiosidade na grafia. Juntam-se os termos que designam as cores sem mais delongas. Mas “alvirrubro” tem uma curiosidade: o duplo “R”. Essa foi a saída para preservar o som do “R” em “rubro” (som semelhante ao de “rato”, “rei”). Se a grafia ocorresse com apenas um “R”, o som seria como o de “carinho”, “Caruaru”. O Clube de Regatas Brasil (CRB), de Alagoas, prefere ser identificado como “regatiano”.

POR FALAR EM FUTEBOL

Não há hifen que tenha coragem de separar os prefixos “bi”, “tri”, “tetra”, “penta” etc. do termo campeão. Os termos “eneacampeão” (nove vezes) e “decampeão” (dez vezes) são usados geralmente quando os títulos são consecutivos. Quando alguém ou uma equipe vence por onze vezes consecutivas, chamamos “hendecacampeão”.