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Confira a coluna de Daniela Freire desta quarta-feira 24

24/02/2021 | 01:46

Ânimos

O nível de tensão máxima por conta do estouro de Covid 19 nos hospitais de Natal e de todo o Estado e os desencontros entre as ações recomendadas pelo Governo e o que tem feito a Prefeitura da capital deixaram em curto circuito os setores de comunicação dos executivos estadual e municipal.

Preocupação

No Twitter, a secretária de Comunicação do RN Guia Dantas reclamou da ausência de Natal na reunião da última sexta-feira entre a governadora Fátima Bezerra e prefeituras da região metropolitana sobre decretos contra a pandemia, e criticou a demora do prefeito Álvaro Dias em agir.

Cobrança

“Natal é o epicentro da pandemia no RN neste momento. Hospitais lotados, pacientes sendo transferidos para o interior e Natal deixa para se pronunciar somente hoje (ontem) de manhã, como se fosse uma grande ilha isolada. Meu Deus do céu”, escreveu a jornalista.

Exaltados

Foi quando o secretário de Comunicação de Natal, Heverton Freitas, reagiu, afirmando que “o pessoal do PT politizou mesmo a pandemia”. “Não tem jeito. Para eles o que vale é derrubar o Bozo e enfraquecer quem acham pode vir a ser adversário. Lamentável”, ironizou.

Quem politiza 1

No entanto, a resposta do secretário de Natal é que acabou levando o debate para a politização, ao falar sobre “PT politizando pandemia”, “derrubar Bozo” e insinuar que a cobrança de agentes da administração estadual teria a ver com a eleição de governo em 2022.

Quem politiza 2

Tem mais: na Mensagem Anual o prefeito Álvaro Dias fez questão de politizar o assunto pandemia ao criticar o trabalho realizado pelo governo Fátima Bezerra.

Quem politiza 3

“Não distorça mais uma vez. Politizar é não participar de reuniões quando estão todos unidos em prol de salvar vidas. Politizar é passar o fim de semana inteiro com a rede local colapsada e não tomar uma medida sequer”, disse Guia Dantas, que questionou: “Passamos o fim de semana desesperados com a situação de Natal, sobretudo. E vocês?”.

De olho na eleição

O fato é que ninguém mais do que o prefeito Álvaro Dias tem politizado a covid-19. E a prova disso está no seu discurso a favor do famigerado tratamento precoce com ivermectina, está na falta de reuniões importantes sobre o assunto e na tentativa de culpar a gestão estadual pelo colapso atual na saúde da capital.

Lockdown

Sobre a governadora Fátima Bezerra, ela aparentemente está menos combativa às pressões de setores econômicos. Preferiu não recomendar fechamento de escolas, por exemplo, e manteve shoppings, academias, salões de beleza funcionando.

Atrasado

Por muito menos, no primeiro pico de covid19 no RN, um lockdown mais severo já acontecia. Mas se agora está ainda pior? E com cepas novas mais contagiosas? O governo já não deveria ter recomendado aos municípios, em especial a Natal, que representa o pior cenário (com todos os hospitais públicos e privados lotados) um fechamento total no “pacto pela vida”?

Opinião

E depois do ex-prefeito Carlos Eduardo Alves, quem surgiu no Twitter contra a campanha de armamento que está sendo feita pelo Governo Bolsonaro – e a favor da vacinação – foi o primo e ex-deputado federal Henrique Eduardo Alves.

Menos armas, mais vacinas

Henrique disse acreditar que os decretos armamentistas de Bolsonaro serão derrubados. “Não retratam espírito de paz do povo brasileiro, exceções conhecidas e respeitadas. Democracia”, ele escreveu, que disse ainda que as “prioridades das prioridades” para o Brasil nesse momento são auxílio emergencial e mais vacinas.

Barrando

Falando nisso, na semana passada, o senador Fabiano Contarato (Rede-ES) anunciou que pediu a suspensão de quatro decretos de Jair Bolsonaro que flexibilizam regras para compra e uso de armas no país. Para o senador, “a política armamentista do atual governo vem produzindo perturbadores resultados”.

Assustador

Segundo o parlamentar, “desde 2019, cresceu, de forma estarrecedora, o número de armas circulando no Brasil” e hoje há “mais de 1,15 milhão de armas nas mãos de cidadãos, um crescimento de 65% em relação a dezembro de 2018, quando havia pouco menos de 700 mil armas legais em circulação”.

Reprovado
Deu no UOL que a avaliação negativa do governo Jair Bolsonaro (sem partido) subiu mais de 8 pontos percentuais em quatro meses e atingiu 35,5%, segundo pesquisa CNT/MDA divulgada hoje. Já a positiva caiu quase nove pontos, chegando a 32,9%.

Rápidas

Do cientista político Daniel Menezes: “Doutor Ivermerctina não vai recuar. Fala como se todo mundo não tivesse se enchido de mata piolho. E por acreditarem nisso é que Natal está tão ruim. Cabe a imprensa mostrar as estatísticas, a fala dos cientistas, etc. Para alertar a população a fazer o que realmente funciona”.

Apoiada pelo governo, PEC Emergencial acaba com piso para gastos em educação e saúde. Versão preliminar da proposta que viabiliza nova rodada de auxílio emergencial prevê também extinção de transferência do FAT para o BNDES.

Investidor estrangeiro teme que Bolsonaro repita nas estatais o intervencionismo do governo Dilma. “Grandes bancos, como JPMorgan, Credit Suisse e Bank of America, cortaram suas recomendações para a Petrobrás e elevaram o tom pessimista em relação ao Brasil”, disse o Estadão.

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